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Bahia Educação

Menos de 20% dos pais e mães confirmaram a matrícula para o 2021

Atraso preocupa as escolas particulares, sobretudo, as de Educação Infantil; segundo o Sinepe-BA, 17 instituições de ensino baianas já comunicaram o fechamento

22/11/2020 22h14
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Por: Redação Fonte: Correio 24h
Menos de 20% dos pais e mães confirmaram a matrícula para o 2021

“Nos anos anteriores, as matrículas sempre foram feitas logo no primeiro momento disponibilizado pela escola. Costumo me organizar durante o ano para pagar a anuidade e garantir um desconto maior. Porém, eu só vou matricular meus filhos, quando as aulas voltarem a ser presenciais”.  A decisão da servidora pública Higina Amoedo - Mãe de Bruna, de 8 anos, e Rafael de 5 anos - de não efetivar a matrícula para o ano que vem, tem a ver com as incertezas causadas pela pandemia. 

“A pressão está no apelo do desconto para os pais que matricularem até o dia 10. Porém, vou reavaliar outras opções, como matricular em uma escola mais em conta e complementar os estudos com aulas individuais”, completa. Ela não nega que havia cogitado, esse ano, matricular as crianças no ensino público, mas acabou permanecendo na rede privada.

“Conversando com alguns amigos de fora da Bahia que fizeram isso, vi que estava sendo uma prática comum, em São Paulo, para cumprir a obrigatoriedade. Como eu tenho a perspectiva de que as coisas voltem ao normal ano que vem, eu não penso mais nessa possibilidade”.   

Assim como Higina, outros pais estão retardando esse processo, o que preocupa as instituições privadas de ensino baianas. No período em que a rede particular caminharia para a confirmação de 40% das matrículas de 2021, a média está em 15% a 20% — ou seja, menos da metade do esperado — quando comparado ao mês de novembro do ano passado.  

A estimativa é do Sindicato das Escolas Particulares do Estado da Bahia (Sinepe-BA) que está apreensivo com a demora dos pais em confirmar as matrículas.

“É a partir disso que as escolas abrem as turmas ou demitem os professores. Neste ano, há um agravante que é a garantia do emprego por conta do acordo de redução de salários, que encarece as demissões absurdamente”, destaca o diretor da entidade, Jorge Tadeu.  

Para ele, a falta de uma posição do poder público sobre a liberação das aulas presenciais é a principal razão do atraso no movimento tanto de novas matrículas como de renovações. “Só na semana passada, 17 escolas comunicaram o encerramento. Já é difícil dizer aos professores que não haverá 13º e ainda chegar agora no fim do ano e dizer que a escola vai fechar? O retorno, em novembro, para todos os níveis, é fundamental”.  

As escolas estão fechadas, pela pandemia, desde o mês de março. Tadeu acrescenta que a demora na reabertura vai custar muitos empregos. “A expectativa é que com o retorno facultativo e alternado para os alunos, tenhamos uma grande oportunidade de ‘ensaiar’ o funcionamento em fevereiro de 2021”, defende.  

O cenário também chama a atenção das instituições que integram o Grupo de Valorização da Educação (GVE), que reúne 80 escolas da capital e Região Metropolitana. De acordo com representante do coletivo, Wilson Abdon, as matrículas na educação infantil são as mais afetadas.

“A indefinição sobre a volta às aulas atrapalha muito as matrículas de educação infantil, principalmente. Mesmo nas séries maiores, os pais querem ter certeza de como serão essas aulas em 2021”, afirma.  

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