Você já se perguntou o que é olhar sistêmico? Em linhas gerais, é a habilidade de ter uma perspectiva diferente das situações, de ver o todo e de analisar as ações de uma maneira mais ampla e conectada com os antepassados. E esse olhar aplicado ao Direito, sabia que é possível?

Pois é, para proporcionar esse conhecimento ao seu corpo funcional, a Defensoria Pública do Estado da Bahia – DPE/BA, por meio da regional de Alagoinhas, promoveu uma reunião virtual entre defensores, servidores, técnicos, analistas e estagiários de Direito. Na conversa, foi apresentada a finalidade do Direito Sistêmico com o objetivo de melhorar a atuação da instituição na resolução de conflitos.

A defensora pública Kamile Costa, responsável por ministrar a reunião e especialista no assunto, explicou que o Direito Sistêmico é uma nova linha de abordagem de solução de conflitos e que, primeiramente, foi aplicado na área da família, porém, já vem sendo reconhecido em tribunais superiores como um integrante dos ramos do direito, com a possibilidade de haver ampliação da sua área.

“Estamos acostumados a, por exemplo, fazer uma mediação de pensão alimentícia, conseguir um acordo, o juiz homologa e pronto. Quando eu tenho um olhar sistêmico no direito, eu vou tentar resolver essa mediação de uma forma mais profunda, com uma visão diferenciada em cada caso que chega até a mim. Direito sistêmico é atingir meu assistido de uma forma mais intima, de uma maneira que realmente se chegue a causa do problema. É olhar para trás e entender o porquê de aquele pai ser ausente, por exemplo. É enxergar o todo e não só de uma forma superficial”, explicou a defensora pública.

No bate-papo, foi explicado ainda sobre as teorias da constelação familiar e da física quântica, levando em conta todo o processo de surgimento desse campo energético. Em sua fala, a defensora  Kamile comentou ainda sobre a carga de importância que esse tema carrega e revelou que ao olhar a sistemática familiar para resolver o conflito, estamos adentrando os motivos pessoais daquela pessoa através de estudos da física quântica.

“Isso não é religião, não é espiritualidade, é física quântica, a física moderna que descobriu que quando o DNA passa de um familiar para outro, as energias também são passadas. Existe a carga genética dos nossos antepassados”, finalizou. Agora, o corpo funcional da comarca de Alagoinhas vai participar de uma consolação familiar sistêmica na prática.

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