(Foto: Evandro Veiga / Arquivo CORREIO)

A recomendação dos especialistas é que, durante o surto, o uso do ar-condicionado nos ambientes deve ser evitado. Contudo, caso ele seja imprescindível, o melhor a se fazer é manter o filtro dele sempre limpo. 
  
Segundo o diretor da Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (ABRAVA/BA), Mauricio de Faria, o vírus, seja ele qual for, não tem como se locomover sozinho. Ou ele se propaga através do contato físico, das gotículas geradas por um espirro, da poeira em suspensão, ou ele precisa de um veículo que o transporte. 

“O ar condicionado pode ser este veículo se não tiver promovendo uma boa filtragem e apresentando condições de temperatura e umidade adequadas para que os vírus não consigam se propagar. A boa manutenção precisa envolver os filtros, serpentinas e dutos e deve ser feita por técnicos especializados”, observa.
 
No caso dos ambientes comerciais, industriais e hospitalares, as empresas (como escolas, hospitais e supermercados) precisam cumprir a regulamentação específica baseada na lei que obriga a manutenção periódica dos aparelhos e sistemas de ar-condicionado de acordo com parâmetros e condicionantes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
 
“Da mesma forma que se combate a dengue evitando água parada, se combate o vírus fazendo uma boa manutenção dos aparelhos de ar condicionado, com o trabalho de empresas e técnicos especializados”, conclui Mauricio de Faria.

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