MILHÕES AO RALO (Esplanada)

No livro Análise do Discurso o filósofo Michel Focault explica como o discurso mantém uma ideia de sociedade e reforça uma visão orientada no intuito de limitar o pensamento para garantir a manutenção de um discursob (noção ou ideia). Em rodas de conversa com alguns amigos de Esplanada que permanecem insatisfeitos com a postura dos políticos e da forma de fazer a política local, chegamos num consenso fundamental no diálogo: A quem a Prefeitura com aquela estrutura e falo sobre o obra mesmo, representa? Estudando sobre Grécia é possível verificar que a estrutura greco-romana ali “escrachada” é copiada e colada dos povos Indo-Europeus considerados arianos (raça-pura). No nordeste Brasileiro, onde Esplanada está localizada não há um povo “primitivo” europeu que precise ser representado daquela forma, há um povo simples que se representa sob o olhar de um bom cuscuz, do chapéu de palha, do assoalha, de ser virado no jiraia, da negritude e das cores fortes e vivas. Dos Arianos Suassunas, dos Luizes Gonzagas, das Marias Bethânias, dos Zitos de Borborema, dos Lampiões, das Marias Bonita, das Donas Zezé e nenhum deles se representa sobre uma estrutura forjada de um olhar europeu. Imagino que, Seu João ou Dona Maria que são beneficiados pelo Bolsa Família, que trabalham na roça, que usam chapéu de palha, que adoram um cafezinho com açúcar e se derretem num cuscuz com charque jamais se sentirão à vontade para entrar “ali”, jamais se perceberão representados por “aquilo”, ou sequer próximo a sua realidade. Com isso, não quero dizer que Seu João e Dona Maria precisem ser representados por uma estrutura de “pau a pique” ou uma “casa de taipa” , mas de uma estrutura que no discurso imprima um pouco de quem eles são, da essência do povo nordestino. Quando você olha para a Prefeitura você se sente representado, se sente parte daquela estrutura? Estou certo que não. Nesse século, todos nós estamos buscando representação, observem os movimentos sociais são a maior realidade: se não nos representa a gente descarta, se não fala sobre nós a gente nem ouve. Parafraseando o escritor Ariano Suassuna: Sou a favor da diversidade cultural brasileira. Só não admito a influência “enfiada de goela abaixo” de uma ideia europeia “primitiva” de segunda classe que de nada representa nosso povo e que mantém o ego de uma pseudo elite, que ao invés de trazer a população para dentro da Prefeitura, casa do povo – só afasta!

INGRATIDÃO À VISTA BABY! (Araçás)
Diante das declarações da Prefeita Gracinha (PT) de Araçás sobre o não apoio ao seu vice, Delzutio dos Reis (DEL), fiz questão de procurá-lo para esclarecer pontos que, sob a minha ótica, não foram bem esclarecedores na entrevista “contraditória” dada ao Radialista Ailton Borges. Busquei o pré-candidato justamente porque já tinha conhecimento do apoio da Prefeita a sua candidatura ao pleito 2021 – 2024. Durante nossa entrevista, a história se desenhou de uma forma bem oposta das declarações de Gracinha. Segundo o pré-candidato, “o acordo era a realização de uma pesquisa, para decidir quem seria o candidato, porém ela não fez a pesquisa e lançou o pré-candidato, para a surpresa de todos, frustrando a minha expectativa e a do povo que sabe do meu trabalho aqui no município”. Revisitando a Entrevista de Gracinha é possível mencionar a declaração de que “foram feitas três pesquisas por parte dos vereadores da base do governo” – não tive acesso. Na nossa conversa o vice-prefeito fez questão de reforçar todo o apoio empenhando por ele e sua família para ‘eleger Gracinha’, “Venho de um trabalho construído com Gracinha desde 2004. Em 2016, novamente para a surpresa de todos não fui convidado para a chapa dela à reeleição, a partir de uma pesquisa meu nome ficou em primeiro lugar, e assim integrei a chapa”. Del, como diversas pessoas em Araçás foram surpreendidas pelas declarações de Gracinha e a “insegurança nas palavras da prefeita” foi o que marcou a entrevista. Estou certo que Del continua o que sempre foi e que a população reconhece a lealdade e a seriedade que ele construiu em todos esses anos de vida pública e de prestação de serviços ao povo de Araças. Porém, como diria a minha avó : “os ingratos e traidores são como aves de arribação. Se faz bom tempo eles vêm, se faz mau tempo eles vão.”

ANIMAÇÃO DO INÍCIO AO FIM (Alagoinhas)

Essa frase resume bem minha tarde de domingo ensolarada assistindo o jogo do Atlético de Alagoinhas contra o Jacobina no “Carneirão”. Fui a convite de uma grande amiga, que fez questão de ficar ao lado da Torcida Organizada Jovem Coral que me deu a oportunidade de viver a sensação de assistir um jogo de futebol e não ficar entediado – quem me conhece sabe que não “manjo nada de jogo de futebol”. Mas, a torcida fundada por seu Gilberto em 1975 me mostrou o quanto é possível se divertir em campo. A Jovem Coral acompanha o time há mais de 44 anos e vai em quase todos os lugares que o “carcará” entra em campo. Com toda a animação e folia da Jovem Coral, o Atlético venceu o Jacobina e assumiu a liderança do Campeonato Baiano. – quase esqueci – e por conta da minha presença também! (sqn)

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