Caboco Setenta

O escritor baiano Antônio Torres é o nome do momento dos bastidores da produção cultural brasileira. Nascido em 1940, em Sátiro Dias, o autor de Adeus, Velho e Carta ao Bispo, entre outras referências e determinantes para a identidade cultural do Brasil, completará oitenta anos em 2020 e seu octogésimo aniversário será comemorado de maneira grandiosa, na proporção da importância e da qualidade da obra do autor.
Além de lançamento de livro novo prometido pela Record, que detém os direitos sobre os livros de Antônio Torres, uma série de atrações já está confirmada e promete movimentar, além das livrarias, também universidades, academias, bibliotecas…
Em Feira de Santana, na Bahia, Torres será homenageado pela Universidade Estadual (onde é doutor honoris causa) com o Seminário Antônio Torres: 80 anos. Em Salvador, onde o autor viveu na juventude, será celebrado pela Academia de Letras da Bahia. E em Alagoinhas, cidade em que vice a sua mãe, o escritor será padrinho da FLIAS.
Tão importante quanto a citação eloquente ou a comemoração que se anuncia, dizem pesquisadores e estudiosos, é o fato de essa situação de evidência aproximar o nome e a obra de Antônio Torres de gerações ainda não familiarizadas com o autor de Um Cão Uivando para a Lua, de 1972.
De acordo com a direção da Biblioteca Municipal Antônio Torres, instalada em Sátiro Dias, lá também haverá algum tipo de laureal para o seu patrono.
Nascido em 13 de setembro de 1940, no Junco (Sátiro Dias), faz casal admirável com sua adorada Sônia Torres, e virou um nome popular da literatura também por causa de uma obra ficcional bem mais extensa do que os títulos que lhe deram notoriedade e prestigio internacional. Essa Terra, O Cachorro e o Lobo e Pelo Fundo da Águlha, são os títulos mais famosos de um patrimônio literário já traduzido para muitos idiomas.
Ao retratar realidades, ideias, situações e personagens essencialmente brasileiros, Torres ampliou o interesse mundial pela produção literária feita no Brasil, que ganhou alcance global graças ao seu talento. Tanto que, em 1998, testemunhou o reconhecimento e a importância publica de sua obra, quando recebeu a comenda de Chevalier des Arts et des Lettres, outorgada pelo Governo Francês, e, logo após, foi jurado nos Prêmios Camões e Casa de las Américas.
Antônio Torres foi eleito membro das Academias Brasileira de Letras, de Letras da Bahia e Petropolitana de Letras.
Motivos para celebrá-lo, portanto, jamais serão banais.

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