O Ministério Público estadual promoveu mais um encontro entre integrantes do sistema de Justiça que lidam com a investigação de crimes cibernéticos. O ‘Sétimo Encontro Regional de Investigação Digital’ ocorreu em Catu, a 78 km da capital baiana, e debateu os meios de obtenção de provas digitais para o esclarecimento de crimes.

Novas técnicas e ferramentas de investigação também foram apresentadas no evento, que promoveu ainda uma integração entre órgãos e profissionais que atuam na área. O encontro foi organizado pelo Centro de Apoio Operacional Criminal (Caocrim) e pelo Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos (Nucciber).

O promotor de Justiça Dário Kist, membro do Nucciber, palestrou sobre a realidade atual na investigação feita por meios digitais. “O ciberespaço não conhece fronteiras físicas. É um espaço transnacional e a prova é tão volátil e difusa quanto ele”, explicou.

O promotor também ressaltou que há uma discussão sobre o uso deste tipo de prova: “ainda há um debate sobre a validade jurídica deste recurso e se é possível levar estas provas em conta na condenação de uma pessoa”. Estiveram presentes no encontro os promotores de Justiça Anna Karina Senna e Gilber de Oliveira, o delegado da Polícia Civil Henrique Morais, o major da Polícia Militar Isnard Almeida e a juíza Débora Pérez, além de servidores do MP.

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