Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil

O rompimento da Barragem de Fundão, em Mariana (MG), completou 4 anos e até o momento, não houve punição para os responsáveis pelo desastre. A tragédia deixou um saldo de 19 mortos e prejuízos incalculáveis para mais de 300 famílias.

A destruição ambiental atingiu, além de Bento Rodrigues, as comunidades de Paracatu e Gesteira e uma bacia hidrográfica que chega a 230 municípios de Minas Gerais e do Espírito Santo. Quem sobreviveu, conta o que viu.

“Estava conversando com os colegas na praça, quando ouvimos o barulho, vimos a poeira enorme em cima, junto com a lama, máquina, caminhão, tudo descendo. A gente se preocupou em subir, gritando para o pessoal para que eles saíssem, que a barragem estava estourando. Eu estava tomando banho. O banheiro começou a balançar junto comigo, tremendo. Eu falei: o que é isso, meu Deus? Quando eu vi a água já veio alta, aí eu saí correndo. Nunca esperava que isso ia acontecer”, contam.

De acordo com o senador Fabiano Contarato (Rede-ES), os rejeitos de mineração da Empresa Samarco contaminaram o Rio Doce e se espalharam por 600 quilômetros de extensão e, até agora, os responsáveis seguem impunes.

“Os danos sociais, ambientais e econômicos são incalculáveis e os responsáveis seguem impunes. Os únicos condenados são as famílias das vítimas, que sofrem com a dor da perda e a certeza da impunidade”, relata o parlamentar.

Recentemente, mais de 100 pescadores de Linhares, no Espírito Santo, foram finalmente reconhecidos como atingidos e poderão ser indenizados. A Fundação Renova, que é a entidade responsável pela reparação dos danos causados pelo rompimento da barragem, vai apresentar uma proposta para cada um desses pescadores. Se eles aceitarem, o pagamento deve ser feito em 90 dias.

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