Donos de imóveis localizados à beira de praias afetadas pelo óleo no Nordeste começam a se preocupar com a rentabilidade dos bens. O alerta é maior para quem costuma alugar suas casas no verão.

Hoteleiros têm divulgado registros de demanda intacta nas últimas semanas, mas surgem agora os primeiros relatos de ociosidade nas reservas para temporada. O Airbnb ainda não tem estatística consolidada, mas diz estar monitorando. Anfitriões da rede sentem queda no fluxo.

Com uma residência de dois quartos em frente ao mar registrada no site Airbnb em Fortaleza, Claudia Cavalcante, anfitriã da rede, diz que só teve uma reserva para outubro e novembro, o oposto do cenário dos dois meses anteriores. “Temos praias liberadas, mas quem vê as notícias pensa que o problema é no Nordeste todo”, diz.

A XM2 Soluções Imobiliárias, que aluga apartamentos de alto padrão em Alagoas, Paraíba, Ceará e Recife, sente redução de 50% na procura para o fim do ano, segundo Sacha Myrna, dona da empresa. As reservas feitas antes não foram canceladas.

Turistas estão desistindo de se hospedar perto da praia, até nos pontos que tiveram menos manchas, segundo Martin Diaz, da Adit (Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico).

O site Aluguetemporada diz ter recebido pedidos de cancelamento pontuais, mas não é possível ainda quantificar o efeito dos vazamentos.

Por: Painel S.A., Folhapress

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