O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles se pronunciou ontem (23) em cadeia de rádio e televisão, quando listou as ações do Governo Federal para sanar os problemas gerados pela mancha de óleo que atinge a toda a costa marítima nordestina. Pela quantidade de órgãos listados, até parece uma ação de guerra.

Quem se envolveu de corpo e alma pra salvar as praias, os mangues e todo o complexo da natureza foram os voluntários. Eles vestiram a camisa, mesmo sem equipamentos de segurança necessários à ação, retirando milhares de toneladas de óleo das praias.

Em Salvador a ação da Prefeitura foi fundamental, mesmo com o apoio do voluntariado. Mas no grande Nordeste, onde prefeituras, Estados e União tiveram ação pacata, foi o voluntário que meteu a mão na mancha e, a despeito de correr riscos à saúde, meteu a mão na mancha.

Em Subaúma, no Litoral Norte da Bahia, por exemplo, dezenas de voluntários participaram de ações de retirada do óleo. Um grupo de Alagoinhas, organizado pela administradora Jaldice Nunes, do Democratas Mulher, levou uma caravana para o distrito no último final de semana.

Dezenas de pessoas se solidarizaram com os moradores e pescadores e retiraram as manchas das praias. Segundo Jaldice, a empresa EPI doou 80 luvas para a ação, o que melhorou muito.

Mas os órgãos oficiais, mesmo não fornecendo nada, alerta que apenas a luva não resolve. É necessário o uso de uma roupa especial, luvas, botas e máscara para o voluntário estar cem por cento protegido.

Hoje, médicos já divulgam que a exposição ao óleo pode causar câncer ao longo dos dez, vinte anos e até causar a morte e má formação de feto dentre outros fatos.

Vanderley Soares

DRT 4848

Publicidade 3

Comentários

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui