por Folhapress

Integrantes da ONG Greenpeace fizeram, na manhã desta quarta-feira (23), um protesto em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, contra as manchas de óleo que estão atingindo uma centena de praias do Nordeste. De forma pacífica, os manifestantes simularam um derramamento de petróleo no calçadão do palácio, local onde o presidente Jair Bolsonaro (PSL) despacha.

Em seu portal, a ONG disse que o ato chama atenção para a lentidão do governo federal em resolver o problema, uma reflexo “do desmonte ambiental promovido pelo governo e que mantém o Brasil no centro das atenções de descasos com o meio ambiente”. Desde o final de agosto, manchas de petróleo têm afetado os animais marinhos, as populações que vivem no litoral, a pesca e o turismo da região. Ao menos 200 pontos de 77 municípios em nove estados do Nordeste foram atingidos pelas manchas de óleo.

Nesta terça (22), as manchas chegaram às praias do Morro de São Paulo, o terceiro maior destino turístico da Bahia. Neste último fim de semana, manchas foram identificadas em Itacaré e Ilhéus, também na Bahia, mas em quantidade pequena. A ONG criticou a gestão ambiental do ministro Ricardo Salles que, para a entidade, “tenta mascarar a sua inação desviando a atenção do problema e jogando a responsabilidade para a população e para as organizações não governamentais”.

O ato aconteceu dois dias após o próprio Salles criticar a posição do Greenpeace sobre as ações do governo para resolver o problema. Nesta segunda (21), Salles ironizou um vídeo da entidade em que um porta-voz da ONG responde à pergunta “Por que o Greenpeace não está nos locais atingidos ajudando na limpeza?”. “O Greenpeace ‘explicou’ porque não pode ajudar a limpar as praias do Nordeste… ahh tá…(sic)”, escreveu Salles. 

O vídeo utilizado pelo ministro para criticar a suposta ausência de voluntários da ONG em grupos de limpeza de praias do Nordeste foi editado e parte foi retirada. O vídeo completo tem cerca de três minutos, dos quais mais da metade não aparece na montagem compartilhada pelo ministro. Na versão original, publicada na sexta-feira (18), o porta-voz do Greenpeace explica que há voluntários trabalhando junto com instituições governamentais para limpar as praias afetadas. Além disso, a ONG também cita voluntários no Maranhão e Ceará que estariam colhendo depoimentos de moradores e registrando em foto e vídeo os locais afetados.

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