Foto: Arquivo Pessoal
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As especulações sobre o fim da Petrobras na Bahia ficaram mais forte após a estatal anunciar internamente um plano de demissão voluntária, conforme relatam petroleiros. Temendo aumento do desemprego e impacto negativo na economia do estado, a categoria realizou duas manifestações nesta segunda-feira (16). 

A primeira, pela manhã, em frente ao Edifício Torre Pituba, um dos edifícios mais emblemáticos da Petrobras, que deverá ser desocupado no próximo ano. O segundo protesto do dia ocorreu no Centro de Convenções do Hotel Fiesta, onde foi realizada uma assembleia com os integrantes da categoria.

Segundo o diretor de comunicação do Sindicato dos Petroleiros da Bahia (Sindipetro), Radiovaldo Costa, o objetivo da mobilização é alertar a população sobre os impactos das medidas adotadas pela atual direção da empresa, além de cobrar das forças políticas intervenções para impedir “o desmonte da Petrobras na Bahia”.

“A gente está convocando toda a categoria petroleira, que é muito forte numericamente em Salvador. Mas também chamamos aposentados, trabalhadores da Torre – tanto da Petro quanto terceirizados –, bem como trabalhadores de outros seguimentos. A cada dia aumenta essa movimentação de fechamento e a consequente saída da Petrobras da Bahia”, disse.

Segundo ele, “a empresa tenta desmentir, mas as ações internamente comprovam o desmonte da Petrobras”. “Como na sexta passada, que, às 23 horas, na calada da noite, lançaram comunicado informando a abertura do plano de demissão voluntária”, exemplificou.

O plano tem sido implementado, conforme comunica Radiovaldo, com “muita pressão, ameaça e assédio”. Além das demissões, trabalhadores também seriam transferidos para operações em outros estados, como São Paulo, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

“O objetivo é enfraquecer a empresa e contribuir para o aumento do desemprego no estado e afetar a economia com a desocupação da Torre na Pituba. Essa é uma decisão política, sem amparo técnico e econômico, feita pelo governo com direção da empresa”, analisou.

E completou: “Por isso queremos fazer uma intervenção suprapartidária. Queremos o governador [Rui Costa, PT], que já se comprometeu a entrar nessa briga, o prefeito ACM Neto, que tem diálogo com o governo, além de deputados e senadores para defender a Bahia e os baianos. A Petrobras nasceu na Bahia, vamos estar de mãos dadas para lutar”.

Na assembléia, o debate da categoria foi baseado nos seguintes tópicos : formas de luta para manter a Petrobras na Bahia; definição de uma estratégia de luta para manutenção da Petrobras na Torre Pituba; e definição de uma campanha em defesa da manutenção dos empregos (diretos e indiretos) dos trabalhadores da Torre Pituba.

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