Uma empresa de coleta de lixo relata que foi vítima de uma cobrança abusiva pelo serviço de guincho e aluguel de pátio por parte da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O caso ocorreu na BR-324, nas proximidades do município de Simões Filho, na manhã dessa terça-feira (4).

Segundo relatado por um funcionário da empresa ao Bahia Notícias, um de seus motoristas foi abordado por agentes da PRF por volta das 11h. Primeiro, os agentes checaram os documentos do carro e habilitação do motorista, que, de acordo com a fonte, não tinham qualquer irregularidade. Depois, os fiscais apontaram a ausência do pneu socorrista e o desgaste em duas faixas refletivas.

“O motorista explicou que, como se trata de um caminhão de coleta de lixo, todo dia ele é lavado, então realmente desgasta, mas disse que quando chegasse na empresa, colocava. Aí eles cobraram: ‘mas está faltando o pneu de socorro’. E o motorista explicou que por trabalharmos dentro da área da BR-324 e como nossa garagem é próxima, a gente tem um caminhão socorrista que, quando o carro fura o pneu, vai pra o acostamento e nosso pessoal vai lá para trocar”, detalha o funcionário.

De acordo com o denunciante, inicialmente os agentes fizeram o motorista acompanhá-los até o pátio. Mas, cerca de 200 metros depois, mandaram o condutor descer do veículo e aguardar a chegada do guincho.

“O ‘guincho’ foi um motorista da empresa Guto Localização com o proprietário. Vieram numa camionete pequena, aí o motorista desceu, assumiu o volante do nosso carro e conduziu o veículo até o pátio deles”, ressalta.

Recibo do pagamento | Foto: Ailma Teixeira / Bahia Notícias

Ao chegar no local, um representante da empresa pagou os custos do pneu socorrista e das faixas refletivas para garantir a liberação do veículo, mas precisou ainda pagar R$ 580,71 pelo serviço do guincho, que não foi utilizado, e R$ 296,15 pelo aluguel do pátio – a empresa autuada ressalta que o caminhão passou cerca de uma hora no local.

“Pela pesquisa que nós fizemos, o fato só daria uma notificação por causa da faixa refletiva. Não daria retenção de veículo porque o carro e o motorista estavam com documentos em dia. Então, não tinha porque cobrar, mas, como era ordem e ordem é pra ser cumprida, pagamos”, pontua a fonte, acrescentando que os agentes relataram a existência de uma parceria entre a Guto Localização e a PRF-BA

Procurada pelo BN, a assessoria de comunicação do órgão disse que, no momento, vão tomar as medidas necessárias para apurar o fato. Quanto à suposta parceria com a  Guto Localização, a corporação explica que há um contrato de prestação do serviço de remoção e guarda de veículos, “através de processo de licitação de terceirização” com a empresa de guincho. 

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