O programa Minha Casa Minha Vida só tem recursos garantidos até junho deste ano. A afirmação veio do ministro do Desenvolvimento Regional, Gustavo Canuto, durante uma audiência pública que ocorreu nesta quarta-feira (24), promovida por uma comissão conjunta da Câmara Federal.

De acordo com o ministro do Governo Bolsonaro, a situação do programa, que no ano passado representou 71% do mercado imobiliário, ainda está em discussão com a Casa Civil. A interrupção afetaria, para além das mais de 50 mil obras que já estão paralisadas no país, todas as outras obras em execução e novos financiamentos.

Membro da Comissão de Desenvolvimento Urbano, o deputado Joseildo Ramos (PT/BA) classificou a situação como um espelho da inabilidade do atual Governo Federal, que depois de 100 dias desde sua instalação, “ainda não disse para que veio”. Segundo o parlamentar, diante de um déficit habitacional de mais de 7 milhões de moradias, há uma grande diferença entre as necessidades do Ministério e a sua capacidade de ação.

“Me colocando em seu lugar, me senti constrangido. A questão de habitação deveria, nesse caos que está colocado, ser prioridade. E na sua fala, ministro, com toda a sua boa vontade, isso não ficou claro. Vossa Excelência vai ficar com a ‘cuia na mão’, pedindo recurso para poder fazer aquilo que a sociedade precisa?”, questionou.

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