Com foco na prevenção e no combate à dengue, a Prefeitura intensificou, esta semana, o trabalho dos agentes de endemias do município.

Foto: Roberto Fonseca

Mobilizadas em decorrência de 2 casos registrados na última-sexta-feira (22), em Alagoinhas, as equipes seguem em campo, com visitas domiciliares, intervenções com equipamentos termonebulizadores e monitoramento dos pontos críticos.

No sábado (23), os agentes fizeram um bloqueio no centro da cidade e, nesta terça-feira (26), estenderam o bloqueio ao Inocoop III, onde moram as 2 crianças cujos casos foram identificados na última sexta-feira.

Para fazer a prevenção e eliminação de focos do mosquito vetor, a equipe estabeleceu um perímetro de 50m² contados a partir da casa de bloqueio. Isso significa, de acordo com a coordenação de endemias, que os quarteirões sinalizados como n° 16, do Cachorro Magro, e n° 10, do Inocoop III, vizinhos à área onde moram as crianças diagnosticadas com a doença, contaram com uma ação integrada dos agentes de endemias, que intensificaram o trabalho na área e reforçaram as medidas preventivas nesta terça-feira.

Foto: Roberto Fonseca

“O bloqueio serve como uma prevenção, para que outras pessoas não venham a ser infectadas. Na ação, além, de trabalhar com os focos e criadouros, a intenção é eliminar o mosquito, que é o transmissor. Nesse caso, trabalhamos com 3 bases principais, que são as visitas às casas, no raio traçado, depois o tratamento perifocal, nos depósitos e pontos estratégicos de difícil acesso, e então a frente de trabalho com a bomba motorizada nas costas, em uma intervenção que a gente chama de espacial e que tem como objetivo matar o alado, ou seja, o mosquito vetor”, explicou o supervisor de endemias, Cristiano dos Santos, que participou da ação.

Foto: Roberto Fonseca

De acordo com a coordenadora de endemias, Telma Pio, o combate à dengue é uma preocupação latente. “Sabemos que o mosquito é o agente transmissor e temos um surto muito perto de nós, em Feira de Santana, que tem registrado um número significativo de casos confirmados. É possível que os 2 casos confirmados em Alagoinhas tenham sido importados de fora, já que as crianças diagnosticadas estiveram em Feira. De todo modo, nossas equipes agiram com celeridade, iniciando, já no sábado – dia seguinte à confirmação – uma frente de trabalho dos agentes na região do centro da cidade, onde estudam as crianças. Temos planejado novas ações nos bairros, principalmente no período das chuvas, que acaba sendo um agravante, já que a umidade e o calor trazem ambientes propícios à proliferação do mosquito”, ressaltou.

Telma Pio salientou também a importância de se conscientizar a população sobre os cuidados necessários para evitar água parada e chamou a atenção para o número de casas fechadas nas visitas, que dificultam o trabalho realizado. “Pedimos que os moradores deixem os agentes entrarem para as visitas domiciliares. É necessário que as pessoas se atentem às formas de evitar a proliferação do mosquito e também que entendam o trabalho da equipe. É com foco em diminuir as métricas que temos trabalhado. Temos planejado ações de conscientização e de prevenção continuamente com as equipes na rua”, ressaltou a coordenadora.

Foto: Roberto Fonseca

Só em março deste ano, o setor de endemias computou 37 notificações e 3 casos de dengue positivos no município. Embora não caracterizem um surto ou uma epidemia, a coordenação do setor informou que segue alerta com o monitoramento dos índices de infestação e ações de bloqueio.

Segundo a coordenação de endemias, o trabalho dos agentes, as visitas, palestras educacionais nas escolas e treinamentos também seguem sendo realizados de forma contínua no município.

Publicidade 3

Comentários

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui