Hoje senador da República pelo PSD, o ex-secretário de Infraestrutura da Bahia Otto Alencar foi responsável por recuperar o ferryboat Agenor Gordilho há seis anos, que vai ser afundado nos próximos dias para virar atração turística. Na época, a reforma custou R$ 4,97 milhões. Para o congressista, o investimento foi correto.

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“Não me lembro [de quanto foi]. Agenor Gordilho é o mais antigo de todos. Quando assumi a Secretaria de Infraestrutura, a TWB só tinha dois ferries funcionando: Ivete Sangalo e Anna Nery. Todos estavam paralisados, sucateados, acabados. O que tive que fazer? Reformar os velhos”, disse.

Questionado se foi dinheiro jogado fora, o presidente estadual do PSD negou. “Ele serviu aí quatro anos. Foi feito no estaleiro da Marinha, com todo recurso aplicado de forma correta. Só que na época eu só tinha dois ferries funcionando”, defendeu-se.

Otto chamou o então presidente da TWB, empresa que administrativa o sistema, Reinaldo Pinto dos Santos, de “ladrão e bandido”, e atribuiu a ele a obrigação de ter que reformar as embarcações antigas.

“Teve um momento que, por corrupção e improbidade administrativa de quem administrativa a Agerba, junto com TWB, só fiquei com um ferry. Sabe por quê? Reinaldo incendiou a caixa de máquina de um dos ferries. Nós fizemos esse investimento. Recuperamos. Foi gasto porque precisávamos botar para funcionar. Serviu desde que assumi, de 2015 até agora. Foi investimento que acho que foi correto. As pessoas precisavam atravessar, e eu não tinha outra saída, a não ser recuperar os velhos”, afirmou.

“Talvez na minha vida política, foi momento mais tenso de toda minha vida foi resolver”, completou.

FONTEBahia Notícias
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