Subiu para oito o número de mulheres estupradas após serem atraídas por uma falsa oferta de emprego na internet. Entre as vítimas estão duas jovens de 18 anos. A investigação é do Ministério Público Estadual (MP-BA), que instaurou um procedimento – três promotores estão no caso. 

Os promotores descobriram os crimes durante visita técnica ao Hospital da Mulher, no bairro de Roma, na Cidade Baixa, no dia 1º deste mês – ocasião em que a última vítima deixou o hospital. Inicialmente, o MP-BA informou que a unidade acolheu seis vítimas do golpe, sendo uma delas adolescente. No entanto, após novas investigações, o órgão descobriu que havia mais vítimas e que todas eram maiores de idade. 

Entre os representantes do MP-BA que atuam no caso, a promotora Márcia Teixeira falou com o CORREIO na manhã desta segunda-feira (11), mas não deu detalhes sobre a investigação, justificando a integridade das vítimas. Na entrevista, ela disse que as mulheres foram atraídas por uma postagem no site OLX de uma falsa oferta de emprego temporário.

“A nossa investigação chegou a duas postagens relacionadas aos casos. A mais recente foi publicada três dias antes do Carnaval e retirada no terceiro dia da festa. Não vamos revelar a quantidade de criminosos, nem onde foram os estupros e nem como agiam. Nós temos a preocupação com o estado emocional das vítimas e também com a segurança delas”, declarou a promotora.

Ainda segundo ela, das oito vítimas, a maioria já foi ouvida. “Algumas ainda não foram localizadas. A grande parte delas não prestou queixa em delegacia. Estamos ainda na fase de garimpo das informações. Elas foram atraídas por uma oferta de emprego, num momento em que na Bahia há um aumento de 13% do número de mulheres desempregadas”, disse a promotora. 

Ainda de acordo com Márcia Teixeira, todas as mulheres foram medicadas e tratadas. “Algumas estão sendo acompanhadas pela metodologia do hospital, fazendo profilaxia das DST’s, gravidez e atendimento com psicólogos para que possam voltar à rotina”, declarou a promotora. 

Procurada a Polícia Civil, não se posicionou até a publicação desta reportagem.

Na ocasião da divulgação das seis primeiras vítimas, a assessoria da OLX informou que já deletou todos os anúncios, bloqueou a conta do usuário e informou que está à disposição das autoridades para colaborar com a apuração. 

Além disso, reiterou que esse tipo de conduta viola os Termos e Condições de Uso do site e que a empresa disponibiliza um botão de denúncia em todos os seus anúncios, possibilitando que qualquer pessoa denuncie práticas irregulares, ilegais e conteúdos indevidos. Nestes casos, a empresa consegue deletar o anúncio e banir o usuário da plataforma.

FONTECorreio 24h
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