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O governador Rui Costa (PT) tem futuro incerto em 2022. Sem poder se candidatar novamente ao Palácio de Ondina, o petista terá que escolher entre a aposentadoria, a Câmara Federal, o Senado Federal ou até mesmo a Presidência da República. E a última opção está em plena avaliação dentro do Partido dos Trabalhadores. Petistas ouvidos pelo BNews afirmam que ainda é cedo para qualquer tipo de especulação, mas não deixam de descartar a possibilidade.

O deputado federal José Guimarães (PT-CE), que esteve em Salvador durante o Carnaval, falou sobre o assunto. Questionado sobre como o PT vai caminhar nacionalmente nos próximos quatro anos, o conterrâneo do governador Camilo Santana (PT-CE) destaca: “Nós do PT temos os três governadores mais bem avaliados no Brasil, na Bahia, no Ceará [Camilo] e no Piauí [Wellington Dias]. E agora tem também a Fátima Bezerra no Rio Grande do Norte. São quadros de competência, qualificação e compromisso com a democracia e com os direitos do povo”, avalia.

Reeleito com 79,96%, Camilo é outra possibilidade real do PT para a Presidência e tende a ser apoiado por Guimarães nas discussões internas da agremiação. “Rui Costa é um grande líder e, com certeza, terá missões futuras. É cedo para falar [se ele será candidato]. Primeiro vamos ganhar as eleições municipais e depois preparar o PT para voltar a governar o Brasil em 2022. Mas é um grande líder”, completa o cearense.

Já o deputado federal baiano Afonso Florence (PT-BA) destaca que o nome de Rui é legítimo e que ele tomará a decisão mais acertada quando for consultado. “O governo de Rui Costa trouxe direitos ao povo baiano. Não tenho dúvidas que ele encarna o programa do PT como partido de oposição. Agora, ainda tem muita água para rolar debaixo da ponte. Ele tem tarefas de grande envergadura e é um dos políticos mais generosos e dinâmicos de composição que a história baiana e brasileira já viu”.

O presidente do PT na Bahia, Everaldo Anunciação, avalia que ainda “é cedo para tratar” da sucessão presidencial. “Ele [Rui] está no início do seu segundo governo, as ele se consolidou. Se legitimou com a capacidade política e administrativa. Ninguém nunca na Bahia ganhou uma eleição com mais de 75%. Nem mesmo nos tempos em que se controlava a Justiça, a polícia e os meios de comunicação”.

Para o professor e cientista político Joviniano Neto, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), o maior empecilho de Rui entrar na corrida presidencial será justamente o fato de ele ser baiano. “A Bahia é um estado que é o quarto eleitorado e que, por isso mesmo, a tendência à Presidência é ficar em outro estado. O próprio PT sempre foi um partido mais centrado no Sudeste, em São Paulo. Lula é nordestino, mas se fez como político em São Paulo”, avalia.

Joviniano acredita que os cenários mais realistas seriam Rui se candidatar ao Senado ou ser puxador de votos na Câmara. O especialista, no entanto, desacredita em uma possível aposentadoria do governador. “Ele ainda é muito jovem, tanto de idade, quanto de trajetória política”, ressalta. Para ele, Fernando Haddad (PT) continuará sendo o principal nome do partido e deverá ser lançado novamente ao Planalto em 2022 – na cabeça de chapa ou na vice de uma aliança do PT com outro partido de esquerda.

FONTEBocão News
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