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A agricultora Maria Cecília Moreira, de 55 anos, observa a pequena propriedade rural, no interior do município de Andradas, em Minas Gerais. Há mais de três décadas, é na casa simples de dois cômodos que ela e seu único filho, Ricardo, moram em meio à natureza.

Ao relembrar o passado, ela conta que a vida no campo nem sempre foi fácil. O ingresso no Bolsa Família permitiu que o benefício de R$ 150 reais fosse utilizado para ajudar na alimentação da família.

Porém, a agricultora sempre teve em mente que, ao se aposentar, comunicaria ao setor responsável pelo programa que não precisaria mais do benefício. E foi o que a dona Maria Cecília fez. Agora, ela sabe que o valor que recebia vai auxiliar outras famílias.

Assim como a dona Maria Cecília, desde 2003, outras 520 mil e 148 pessoas solicitaram o desligamento voluntário em todo o país. As famílias que desejam sair do Bolsa Família por terem conquistado autonomia e independência devem procurar o setor responsável em sua cidade e solicitar o desligamento.

Caso o beneficiário volte a situação de pobreza, tem o retorno garantido ao programa. Nesse caso, nos próximos três anos após a solicitação, o beneficiário retorna ao programa sem ter que passar por novo processo de seleção. É o que explica a diretora do Departamento de Benefícios, Caroline Paranayba.

O Bolsa Família é voltado para famílias com renda mensal por pessoa de até R$ 89 reais, além daquelas com renda familiar mensal de até R$ 178 reais por pessoa e que tenham crianças, adolescentes ou gestantes entre seus membros.

Ao ingressarem no programa, as famílias devem cumprir as condicionalidades nas áreas de Saúde e Educação. O valor repassado varia conforme o número de membros da família, idade e renda declarada no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal.

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