Foto: Igor Macedo
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Espécie ameaçada pela fragmentação dos ambientes naturais, pela caça e pelo tráfico ilegal de animais silvestres, o urubu-rei é a mais nova espécie de ave de rapina registrada nas áreas de conservação da BSC/Copener.

O avistamento foi feito no dia 3 de dezembro, por volta das 11 da manhã, por Igor Macedo, especialista em Meio Ambiente da empresa. “Foi numa área entre o Projeto Sergipe e Fazenda Jabuticaba, no município de Jandaíra. Encontramos oito indivíduos pousados em um conjunto de árvores próximas às vias de transição”, explica Igor.

“Foi incrível a visualização deste animal raro. Poder registrar esta espécie no programa de Monitoramento da Biodiversidade mostra a importância das áreas naturais conservadas pela BSC/Copener no litoral norte da Bahia”, diz Igor. Segundo ele, “o urubu-rei (Sarcoramphus papa) é a maior e a mais colorida ave de rapina entre as espécies de urubus registradas no Brasil. Esta espécie tem sua distribuição do sul do México até o norte da Argentina, habitando florestas e pode ser observada voando em áreas abertas próximas a remanescentes florestais”. O urubu-rei possui de 71 a 81 cm de comprimento e a envergadura de suas asas abertas chega a 1,80m. “Esta espécie é considerada ameaçada de extinção nos estados do Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais”.

Foto: Igor Macedo

Igor explica que “o urubu-rei, assim como os outros é necrófago, alimenta-se de restos mortais de outros animais. Seu nome está ligado à hierarquia estabelecida durante a alimentação, onde o urubu-rei alimenta-se primeiro que os outros”.

Os parceiros da BSC/Copener no programa de monitoramento da biodiversidade também comemoraram o avistamento. “Eu nem acreditei quando vi aquele animal em minha frente”, relata Nayara Gomes, bióloga da NanayBio, parceira no programa de monitoramento de fauna e flora da empresa. “Ver um animal desses no seu habitat natural é um privilégio para poucos”, diz Davidson Medeiros, assistente de Meio Ambiente da Flonase. “Já tinha visto no zoológico, mas contemplar no seu habitat natural foi gratificante demais”, diz Priscila Cerqueira, bióloga da Migrar Soluções Ambientais.

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