Operação Metatheria é cumprida dentro de unidade prisional (Foto: Divulgação) 

As cinco mulheres que levavam celulares e drogas para presídios baianos, e que acabaram presas durante uma operação comandada pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), nesta quinta-feira (13), tinham como objetivo fortalecer a comunicação entre algumas das principais lideranças da facção Bonde do Maluco (BDM) e seus comandados.

Além disso, o plano das suspeitas, segundo o órgão, era abastecer o tráfico de drogas nas unidades prisionais. Uma das presas foi surpreendida quando tentava entrar no Complexo Penitenciário da Mata Escura com R$ 1.302,00 e uma quantidade de drogas. 

As acusadas foram identificadas como Adla Almeida Santos; Carolina Silva de Lucena, a Fada; Jaqueline Aquino Santos, conhecida como Cera; Juliana Santos da Hora, apelidada de Arilena; e Alice dos Santos Aleluia de Azevedo.

Todas elas tiveram os pedidos de prisão temporária e busca e apreensão deferidos pela Justiça, e cumpridos com apoio das polícias Civil e Militar, nos bairros da Pituba, Brotas, Boca do Rio, Lobato, na capital; além de Caji, em Lauro de Freitas, e Jauá, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador. 

A investigação foi iniciada em maio, após equipes de inteligência da Secretaria da Administração Penitenciária e Ressocialização do Estado (Seap) identificar como elas atuavam.

“Foi constatado que nos dias de visita, elas entravam nas unidades com celulares e dinheiro escondidos nas cavidades do corpo. Um relatório foi encaminho ao MP-BA, que apurou o caso”, explicou a promotora Ana Emanuela Meira, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), do MP-BA. 

A maioria das mulheres presas era companheira de internos.

A operação foi denominada Metatheria, do latim científico marsupialia – que constitui uma classe de mamíferos em que a fêmea possui uma bolsa abdominal, conhecida como marsúpio, onde se processa grande parte do desenvolvimento dos filhotes, a exemplo dos cangurus. O nome é uma alusão à forma de atuação das cinco presas. 

No total, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, inclusive na Penitenciária Lemos Brito e no Conjunto Penal Masculino, ambos em Salvador, e no Conjunto Penal de Lauro de Freitas.

Oito internos igualmente tiveram novos mandados de prisão cumpridos dentro das próprias unidades. São eles: Jarbas Silva Santos, o Bolinha; Danilo Pereira de Souza, o Mito; Rafael da Silva Dantas Machado, conhecido como Jason; Elivelton de Jesus Santos, apelidado de Dedego; Tales Cruz Vieira, o Brabo; Diego Borges Costa, o Manicone, e o Éric Santos Argolo, conhecido como Lorinho. 

FONTECorreio 24h
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