O clima continua tenso entre os vereadores de esplanada e nem a tão cobiçada eleição da nova mesa diretora acalmou os ânimos de alguns parlamentares, e na última sessão do legislativo (10/12), o ambiente ficou pesado entre Meire de Ziel e Adailton Mendes, por causa da responsabilidade da vereadora, em atribuir ao seu colega, o direcionamento de uma publicação feita por ele num grupo de rede social. 

ENTENDA O CASO:

Na segunda passada (03/12), depois de aprovado o Projeto de Lei 14/2018, que concede aumento de 8% no salário dos servidores efetivos da Câmara, com o voto de desempate do presidente Adailton Mendes, e com os votos contrários a esse aumento, efetuado pelo G7. Uma matéria foi veiculada por um site da cidade de Alagoinhas, com o título: Presidente da Câmara de Esplanada ignora Lei Orgânica e Regimento Interno, publicada no dia 05/12.
O vereador e presidente, Adailton Mendes, que faz parte de um grupo de whatsapp, da cidade, e famoso por debater assuntos de interesse popular, fez uma publicação nesse grupo, respondendo a uma postagem de um outro membro do grupo, com a referida matéria do site anexada.
Veja abaixo os prints das publicações, feitos na postagem de um, e o outro, com a resposta do vereador e presidente da Câmara. 
Na sessão dessa segunda (10/12), a professora, vereadora e futura presidente da Câmara, Meire de Ziel, em seu pronunciamento, foi direta e enfática, quando acusou o seu colega Adailton Mendes, de ter feito essa postagem no grupo de whatsapp, dirigida a ela e ao seu grupo de vereadores, usando o plural tempo todo em sua fala. Dizendo que ele, deveria a respeitá-la como mulher, mãe e que o presidente também tinha esposa e família, e que deveria se redimir, pedindo desculpas publicamente. Que era o mínimo, que o presidente poderia fazer para amenizar essa situação.
“Eu não queria tocar mais nesse projeto de reajuste dos servidores da Câmara. Não vou entrar na legalidade, na ilegalidade, pra mim é um assunto superado. Mas tenho que falar, que infelizmente, fizeram prints de algumas coisas faladas por vossa excelência, o senhor presidente, e que me magoou, não só como mulher, como professora e vereadora,  mas, como colega que sou do senhor, e que nunca lhe faltei com o respeito. (a vereadora leu trecho da publicação que segue nos prints abaixo). Respirar, e dizer que, não somos imbecis, não temos objetivos escusos, nossos objetivos aqui é simplesmente respeitar o desejo de 7 vereadores. Deixa também subentendido, que nós, temos um objetivo por trás disso tudo, e falei que não ia adentrar na questão da legalidade ou ilegalidade do projeto”. Afirmou a vereadora, que ainda disse, que, se o projeto fosse colocado hoje, ela votaria contra mais uma vez. 
Por sua vez, o presidente, ouvindo atentamente o pronunciamento da colega, tratou de esclarecer, o que segundo ele, “foi uma grande falta de interpretação de texto”. Ouça abaixo a resposta do vereador Adailton Mendes a sua sucessora.
O balanço que se faz do ano de 2018 no legislativo não é positivo, tendo em vista uma pauta prejudicada por conta da disputa pelo poder e pela divisão dos vereadores. Prova disso, foi o Projeto de Lei 15/2018, que ia conceder o mesmo aumento, de 8% aos servidores comissionados da Câmara e que o G7, derrubou, se abstendo na votação, impedindo assim, o voto de desempate do presidente, como aconteceu no PL 14/2018. A própria futura presidente, declarou em seu pronunciamento na sessão dessa segunda (10/12) que não votaria de forma alguma nesse projeto se fosse colocado mais uma vez em votação.
Mais um ano que se encerra, teve pouca produtividade em relação aos interesses da população. O que se viu, foram discursos de ódio, de ameaças veladas, de senta e levanta das cadeiras, e o grupo que apoia a gestão municipal, deixou apenas uma série de pronunciamentos vazios, e que não convenceram a população, dentro do exercício que a base do governo deveria fazer.  Um exemplo claro disso, foram os pronunciamentos de felicitações feita por alguns dos vereadores da base ontem (10/12), sobre a entrega das ambulâncias na semana passada. E o mesmo tom comemorativo, ou de indignação, não foi proferido, quando o deputado Alex Lima, doou uma ambulância, através de emenda parlamentar. Enquanto a saúde do município sucumbia, essa ambulância ficou por mais de 60 dias aguardando o representante do executivo ir buscar e nenhum pronunciamento foi feito em relação a essa conduta da gestão, pelo sua base aliadada na câmara. 
FONTEEsplanada Agora
COMPARTILHAR

Deixe uma resposta