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Com a hashtag #mulheresnofutebol estampada nas camisas e uma faixa nas mãos exibindo a frase “Aqui, o respeito às mulheres entra em campo”, os jogadores do Esporte Clube Bahia e do Esporte Clube Vitória iniciaram a partida  do clássico Ba-Vi na tarde deste domingo (11) e aproveitaram para transmitir uma importante mensagem para a torcida: a necessidade de se combater à discriminação de gênero no ambiente esportivo.

A iniciativa é resultado de um Termo de Cooperação Técnica firmado pelos clubes com o Ministério Público estadual, no qual os times se comprometeram a implementar ações que fortaleçam a luta contra a discriminação e contribuam com a promoção da igualdade entre homens e mulheres.

A procuradora geral de Justiça Ediene Lousado, promotoras de Justiça e servidores do MP foram até o Estádio Manoel Barradas, em Salvador, para acompanhar de perto o lançamento da campanha, que também incluiu a exibição de um vídeo durante o clássico,  descrevendo direitos garantidos constitucionalmente ao público feminino. “É de extrema importância que o respeito às mulheres seja dentro e fora do campo.

Para isso, precisamos contar com a colaboração das torcidas e dos clubes que, sem dúvida alguma, conseguem ter grande interação com a sociedade”, afirmou Ediene Lousado. Ela registrou também que, especialmente nesse momento em que a mulher tem sido alvo de violência, o  esforço comum de todos contribuirá para que possamos ter uma sociedade onde homens e mulheres convivam pacificamente.

De acordo com a promotora de Justiça Lívia Vaz, coordenadora do Grupo de Atuação Especial em Defesa da Mulher e da População LGBT (Gedem), o Termo foi assinado considerando, entre outros aspectos, a grande inserção social dos clubes, que conseguem conscientizar um grande número de pessoas sobre o assunto.

“Esta companha é um ato simbólico, o primeiro de muitos passos que queremos dar em relação ao respeito à mulher no esporte, não apenas enquanto torcedoras, mas também como profissionais do futebol. Muitas delas são médicas dos times, árbitras, bandeirinhas e percebemos que, diversas vezes, figuram somente como coadjuvantes, tendo como foco apenas o lado estético das mulheres. Estamos buscando com esta ação a participação efetiva das mulheres no ambiente esportivo”.

No momento da assinatura do Termo, no último dia 29, o vice-presidente do Bahia, Vitor Costa, informou que 35% do público das partidas de futebol é formado por mulheres.  Ele lembrou o cenário de intolerância existente no país e ressaltou que o clube de futebol  tem um papel importante de promoção de ações de conscientização.

Representando o presidente do Vitória, o diretor de Mercado e Comunicação, Anderson Nunes, registrou que os clubes não podem se furtar à sua responsabilidade e afirmou que o Vitória estará à disposição para trabalhar iniciativas nesse sentido. A articulação entre os clubes e o MP da Bahia teve como objetivo proteger e defender os direitos humanos das mulheres em situação de risco e/ou violência urbana, doméstica e familiar.

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