Casamentos na Bahia duram menos; padre dá dicas para união duradoura

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(Foto: Marina Silva/Arquivo CORREIO)

As estatísticas do Registro Civil 2017, divulgadas nessa quarta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, embora o número de casamentos esteja aumentando na Bahia, a duração média das uniões está diminuindo.

Em 2007, no estado, os casamentos duravam, em média, 18 anos. Dez anos depois, em 2017, o tempo médio entre o casamento e o divórcio caiu para 15 anos. Mesmo assim, é a maior média do país. No Brasil, em 2007, o tempo médio entre a data do casamento e a data da sentença ou escritura do divórcio era de 17 anos. Em 2017, caiu para 14 anos.

No ano passado, os casamentos eram mais longos, em média, no Piauí (18 anos), Rio Grande do Sul (17 anos) e Rio Grande do Norte (16 anos). No outro extremo, estavam Rondônia (11 anos), Acre (11 anos) e Mato Grosso do Sul (12 anos).

Para o padre Rafael Cerqueira Fornasier, é preciso que os cônjuges busquem trabalhar, com criatividade, a qualidade da relação e a satisfação conjugal ao longo dos anos de convívio, para que o casamento seja duradouro.

“Por vezes, a experiência religiosa traz uma abertura e um recuo de visão necessários ao bem-estar da relação conjugal e familiar”, comentou. O padre observa ainda que “um bom terapeuta de família pode ajudar a superar certos entraves e tensões para o bem do vínculo conjugal”.

Para o padre, além dos fatores externos, é necessário voltar-se ainda aos fatores internos, ou seja, a respeito da capacidade de entendimento afetivo em relação ao projeto de vida estabelecido com outra pessoa.

Segundo Fornasier, isso “implica uma maturidade no lidar com os conflitos conjugais – presentes e quase que naturais na relação conjugal e familiar – e que poderiam conduzir não necessariamente às rupturas, mas ao crescimento da qualidade da relação para o bem dos cônjuges e da família”.

Fonte: Correio 24h

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