Funcionários do SAAE contam sua experiência como servidores público

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Servir: do latim servire, verbo transitivo direto e indireto; ser útil a alguém ou algo, cuidar, ajudar. Há, por parte daquele que serve, uma doação de si, uma entrega.

Comemorado no dia 28 de outubro, o Dia do Servidor Público surgiu através do Conselho Federal do Serviço Público Civil e foi oficialmente estabelecido com a lei nº8112, de 11 de dezembro de 1990.

No Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Alagoinhas são 168 servidores que, distribuídos em dezenas de setores e funções, reiteram diariamente seu comprometimento em fazer a diferença. Na sede, na Estação Sobocó, no Sistema Cavada, pelas ruas da cidade; na sala, no carro, na retroescavadeira, no hidrojato, no caminhão-pipa, no limpa-fossa; na parte administrativa, no campo; com uma caneta ou um hidrômetro na mão, em frente a um computador ou frente a frente com um conjunto motobomba, todos com o inconfundível logotipo estampado na camisa azul — lá estão eles.

Leiturista, engenheiro, encanador, motorista, atendente, laboratorista, auxiliar de serviços, auxiliar técnico, programador, arquiteta, operador, assistente social, eletricista, assistente administrativo, mecânico, advogado, contador, projetista, vigia, serralheiro, eletrotécnico, desenhista, analista de sistema, tecnólogo de Segurança do Trabalho, tecnóloga em desenvolvimento de recursos humanos, agente de infraestrutura. A principal característica dos integrantes dessa lista — longa e diversa — é sua indispensabilidade, peças codependentes de um tabuleiro responsável pela pulsação de toda uma cidade, com água na torneira, com esgoto coletado e tratado.

Trata-se de toda uma vida, de várias vidas. Chega um momento em que, de tão conhecido, o trajeto para o trabalho até poderia ser feito de olhos fechados. Ali, onde se passa a maior parte das nossas horas, onde laços são criados, como uma segunda família.

José de Souza, hoje grisalho e coordenador do setor Compras, tinha apenas vinte e dois anos quando ingressou no SAAE. “Entrei como office boy”, conta. Era o ano de 1982, e a autarquia ainda estava submetida à administração da Fundação de Servidores de Saúde Pública (FSEP), hoje Fundação Nacional de Saúde (FUNASA). A família de Souza, como é chamado por todos, veio logo em seguida. Começou a trabalhar em março, casou em abril, em julho nasceu o primeiro filho. Muitos anos depois, um outro filho seguiria os passos do pai, incentivado pelo pai, tornando-se também servidor do SAAE.

Parte da velha guarda, em trinta e seis anos, Souza presenciou de perto as transformações da autarquia ao longo do tempo, uma memória viva da instituição, junto a seus contemporâneos. Da bicicleta para o carro, da máquina de escrever para o computador. Souza ainda lembra como funcionava o pagamento dos recibos, por exemplo. “Um ficava com o banco, outro o usuário levava e outro eu trazia para a gente dar baixa numas fichas, tudo manual mesmo… Os recibos nós colávamos num pedaço de papel e arquivava numas pastas”.

Aos cinquenta e oito anos, Souza não imagina seus dias do outro lado do portão. “Eu encontro várias pessoas pela rua que me perguntam se já me aposentei… respondo que não e nem penso, eu gosto de vir pra cá”. Em colegas mais velhos que ele próprio vê o reflexo de sua satisfação em trabalhar. Quando ouve alguém falando mal do SAAE, não gosta, defende. “Hoje tudo que eu tenho agradeço ao SAAE, foi onde conquistei tudo que eu tenho”, afirma.

Em 2004, Simone Cordeiro estava fora da cidade, a trabalho, quando recebeu uma ligação da mãe. Havia chegado um telegrama de convocação do SAAE, ouviu do outro lado da linha. O sentimento, não esquece, foi de alívio. Com sete meses de formada, trabalhava em uma terceirizada da Universidade Federal da Bahia (UFBA), mas o contrato era temporário. Aos vinte e quatro anos, com a alta probabilidade de ficar desempregada pela segunda vez, Simone passava agora a uma realidade completamente oposta; não apenas de segurança e estabilidade, mas também de possibilidade de crescimento.

“Eu cheguei aqui muito verde”, diz a atual coordenadora do Núcleo de Atendimento ao Servidor SAAE (NASS), um canal de diálogo e conhecimento com foco no direito e bem-estar dos servidores.  “Meu processo de amadurecimento, tanto pessoal quanto profissional, veio todo aqui dentro, pois é uma responsabilidade muito grande representar a autarquia”. Indo na contramão da ideia clichê e equivocada que o servidor público é acomodado, de lá para cá Simone fez duas pós-graduações, uma em Gestão de Pessoas e outra em Políticas Públicas. Além do expediente matutino e vespertino, dá aula em faculdade. Segue em busca de aperfeiçoamentos, aplicando-o em seu dia a dia. “Eu me sinto orgulhosa de ser servidora do SAAE”, revela.

Desde 2017, Cosme Cristo, tecnólogo em Segurança do Trabalho, tem empregado a experiência adquirida em multinacionais no SAAE.“Atuar em uma área que tivesse estabilidade é algo que eu almejava desde que saí do Ensino Médio”, explica. Foram cinco anos de espera para ser chamado, até que seu objetivo fosse alcançado. Satisfação é a palavra que lhe ocorre por compor esta base estrutural, sem a qual nada seria possível. “Eu fico muito feliz de estar aqui hoje”, diz.

E o resultado dos primeiros passos já é perceptível. “Muitos já chegam para falar ‘Estávamos esperando um profissional dessa área’, ‘Gostei dessa forma, isso é bom’”. Mas Cosme não quer parar por aqui. Motivação não falta para vencer os desafios. Responsável pela implantação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), com a proximidade da 1ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes de trabalho, tem a consciência da responsabilidade perante a segurança e a saúde de seus colegas e aos usuários.

“O papel de cada servidor é extremamente importante porque presta um serviço essencial a vida das pessoas, em prol da comunidade” afirma a diretora Geral Maria das Graças Reis. “Por isso parabenizo a cada um dos nossos servidores por atuar sempre nessa perspectiva de atender bem ao usuário.”

Além do atendimento presencial no Posto de Atendimento (Rua Moreira Rego,9977, Centro), há o WhatsApp e o Call Center. Pelo aplicativo, basta enviar uma mensagem (75) 981804500; o retorno sempre é instantâneo. Pelo Call Center, é só ligar gratuitamente para 0800 702 7065.

ASCOM – Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE Alagoinhas

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