ABI condena fake news eleitorais: ‘Voto deve resultar da convicção’

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O Conselho Diretor da Associação Bahiana de Imprensa (ABI-Bahia) demonstrou preocupação com as tensões do período eleitoral em nota divulgada na quinta-feira (18). Para o presidente Walter Pinheiro, é essencial defender “a defesa da liberdade de imprensa e expressão do pensamento”.

Na nota, assinada por Pinheiro, a ABI repudia a troca de ofensas entre os candidatos à presidência e diz que estas devem ser substituídas pela apresentação de propostas que “venham ao encontro dos mais relevantes anseios da população”.

Pinheiro cita também a onda de fake news, notícias falsas que se espalharam pelas redes sociais durante o período eleitoral. “Da mesma forma, condena qualquer tentativa de tutela ao voto do eleitor, ou eventual manipulação em peças da campanha eleitoral que vise usurpar do cidadão o direito de se manifestar livremente. O voto deve resultar da convicção de quem vota, a ser formada a partir do acesso a informações verdadeiras, libertas das “fakes news”e dos ilusionismos do marketing”, diz o texto.

Leia a nota completa:

A Associação Bahiana de Imprensa (ABI), instituição que há 88 anos zela pela livre manifestação do pensamento e plena liberdade de informação, preocupada com as tensões que marcam o momento nacional, quando prestes está a se eleger o mais alto mandatário do país, sente-se no dever de externar o que se segue:

Estando em disputa a Presidência da República, é indispensável que os Senhores Candidatos pugnem pelo respeito ao povo brasileiro.

Em decorrência disso, repudia trocas de ofensas entre os mesmos, as quais devem ser substituídas pela apresentação de projetos e planos de governo que venham ao encontro dos mais relevantes anseios da população, para retirar o Brasil da prolongada crise em que se encontra, potencializada pela corrupção e uma degradação política nunca vista.

Da mesma forma, condena qualquer tentativa de tutela ao voto do eleitor, ou eventual manipulação em peças da campanha eleitoral que vise usurpar do cidadão o direito de se manifestar livremente. O voto deve resultar da convicção de quem vota, a ser formada a partir do acesso a informações verdadeiras, libertas das “fakesnews”e dos ilusionismos do marketing.

Nossa força está na normalidade democrática, que precisa ser inteiramente preservada, com a imprensa e demais instituições cumprindo livremente o seu papel, como acontecido durante o 1º turno das eleições, que se desenvolveu dentro das normas estabelecidas.

Estes são princípios sensíveis e vitais necessários à sustentação dos elevados valores da dignidade humana, sem os quais se tornam impossíveis a prática e o exercício da cidadania.

Fonte: Correio 24h

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