“Muito difícil”, diz diretora do Ibope sobre chance de vitória de Bolsonaro no 1º turno

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(Fábio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

A diretora executiva do instituto Ibope Inteligência, Marcia Cavallari, responsável pelas pesquisas de opinião que indicam as chances de êxito de cada candidato, após a elevação de especulações em torno das chances de vitória do presidenciável, Jair Bolsonaro (PSL) com base na última pesquisa que o coloca com 31% das intenções de voto, diz que essa probabilidade é muito pequena, apesar de ele ter crescido quatro pontos.

Para ela, a eleição está aberta. Segundo Cavallari em entrevista ao Estado, ele teria que crescer 12 pontos porcentuais até o dia da eleição, já que precisaria de 50% mais um.

“E não estamos vendo movimentação, pelo menos até a pesquisa de segunda-feira, de perda de votos dos demais candidatos. Isso reduz o espaço para crescer 12 pontos nessa semana. Se outros candidatos estivessem em curva descendente, o Ciro, o Alckmin, o próprio Haddad…Mas não é o que estamos vendo. Ciro está estável com 11% há muito tempo, Alckmin oscila em torno de 8% há muito tempo”, afirmou, enfatizando, entretanto, que essa possibilidade existe. 

“Embora seja difícil. Para crescer 12 pontos, ele teria de tirar dos demais candidatos ou reduzir branco e nulo”. Bolsonaro tem 38% de votos válidos.  

Em relação aos eleitores não convictos, a diretora enfatizou que na pesquisa espontânea, ainda há um terço dos eleitores que não cita nenhum nome. “Há 19% de indecisos e mais 14% que votam branco e nulo. Esses 33%, ao longo dessa última semana, podem tomar decisões diferenciadas, o que deixa a eleição ainda aberta”, elencou.

Ela avaliou ainda como remota a chance de haver no quadro nacional uma repetição do que aconteceu com João Doria, que em 2016 surpreendeu ao vencer a Prefeitura de São Paulo já no primeiro turno. 

“Essas movimentações mais rápidas em um município são mais fáceis de ocorrer que em um país com as dimensões do Brasil. Em um município há um universo pequeno, que se movimenta rápido. O Brasil inteiro se movimentar nessa velocidade? Pode acontecer, mas é mais difícil”, observou.

BNews

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