Mais de 1,4 mil pessoas são presas em megaoperação; na Bahia foram 20

Publicidade 2
(Foto: Polícia Civil do Rio Grande do Sul)

A Operação Midas, deflagrada simultaneamente por polícias civis de 25 estados e do Distrito Federal, prendeu 1.496 pessoas até o final da tarde desta quarta-feira (26). Na Bahia, de acordo com o balanço parcial divulgado pelo Departamento de Inteligência Policial (DIP), 20 mandados foram cumpridos no estado e quatro criminosos foram presos em flagrante.

Das ordens de prisão cumpridas na Bahia, 14 foram por roubo, duas por latrocínio e quatro por outros crimes. Os mandados de prisão e de busca e apreensão estão sendo cumpridos em mais de 250 cidades do interior do estado, além da capital baiana e Região Metropolitana de Salvador (RMS).

A operação foi realizada para cumprir mandados de prisão contra autores de crimes violentos. A ação reuniu ainda 650 delegados, investigadores e escrivães, de todos os departamentos da Polícia Civil da Bahia, participam da ação, que segue até quinta-feira (27).

Balanço nacional
A megaoperação tem por objetivo prender autores de crimes de roubo e de latrocínio (roubo seguido de morte). Do total de detenções efetuadas, 427 foram por roubo, 17 por latrocínio e 783 por outros crimes, além de 269 detenções em flagrante.

Também foram apreendidos 109 adolescentes. Ao todo, foram cumpridos 535 mandados de busca e apreensão e apreendidos 88 armas de fogo e 75 veículos. Os números finais da operação serão divulgados na sexta-feira (28).

Midas é a terceira operação realizada a partir de uma parceria com as polícias estaduais e coordenada pelo Ministério da Segurança Pública, no âmbito do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Participam da operação conjunta 8 mil policiais civis de 25 estados e do Distrito Federal. O único estado que não participa da Operação Midas é o Amazonas.

Mais cedo, em entrevista, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, informou que as operações têm sido lançadas de forma simultânea em todo o país para demonstrar a coordenação com as polícias estaduais. Entre as justificativas da operação, ele aponta a de que o dinheiro roubado, principalmente de carros-fortes e de caixas eletrônicos, acaba sendo usado por facções para a prática de outros crimes, como tráfico de drogas, contrabando e até mesmo financiamento de campanhas políticas.

“O roubo a caixas eletrônicos tem acontecido em quantidade de milhares ao ano. Nossos setores de Inteligência informam que ele serve de capital de giro para as facções, para o financiamento de outras atividades, como tráfico de drogas, contrabando, descaminho e tantas outras operações que são promovidas pelo crime organizado”, explicou o ministro.

Na entrevista, o ministro disse que o governo pretende reduzir em 3,5% ao ano o número de 63 mil homicídios registrados, em média, no país. Ele informou ainda que serão apresentadas nos próximos dias as metas do Plano Nacional de Segurança Pública para 2019.

Fonte: Correio 24h

Deixe uma resposta