Bahia cai duas posições em ranking de competitividade

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A Bahia despencou duas  posições no Ranking de Competitividade dos Estados de 2018 e agora ocupa o  22º lugar – à frente apenas do  Pará, Amapá, Sergipe, Maranhão e Acre. O estudo, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) em parceria com a Tendências Consultoria Integrada e Economist Intelligence Unit, foi divulgado ontem.  

O Ranking de Competitividade varia de 0 a 100. A nota da Bahia ficou este ano  em 37,7 – abaixo da média do país (49,4). Em 2015, a nota do estado foi de 50,6. O estudo avalia os estados sob a ótica de 10 pilares: sustentabilidade ambiental, capital humano, educação, eficiência da máquina pública, infraestrutura, inovação, potencial de mercado, solidez fiscal, segurança pública e sustentabilidade social.  

Em alguns desses pilares, a nota da Bahia é sofrível. Em potencial de mercado –  que engloba indicadores como crescimento potencial da força de trabalho e  tamanho de mercado –  a nota é de apenas 6,1. A média brasileira fica em 38,1. Em educação o estado ficou  em 25º lugar no ranking e, em capital humano, que avalia  a produtividade do trabalho e a qualificação dos trabalhadores, é apenas o 20º.  

O melhor resultado da Bahia é no critério solidez fiscal. A nota do estado ficou 83,5, acima da média brasileira (71,2). Nesse pilar, o estado é o sétimo do ranking. Em infraestrutura, ficou na 11ª posição, com nota 49,2, também acima da média do país (44,2). 

O estado   que mais apresentou evolução este ano foi Alagoas. Dos dez pilares avaliados, a gestão alagoana apresentou melhora em oito, o que fez com que o estado subisse oito posições no ranking geral. Além de ser o mais bem colocado em solidez fiscal,  Alagoas também melhorou o seu desempenho em segurança pública, subindo sete posições, sustentabilidade ambiental (+5), educação (+4) e sustentabilidade social (+4). Essa melhora explica o seu desempenho no ranking geral. 

Segundo  economista da Tendências, Adriano Pitoli, o ranking de competitividade dos estados tem dois olhares diferenciados. Um é mais voltado ao ambiente de negócios e o outro no bem estar social. “Avaliamos a competitividade dos estados em prover os serviços básicos para a população.” Por isso, o problema crítico da segurança pública pesou bastante nos resultados deste ano, afirmou o economista.

Fonte: Correio 24h

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