O incêndio do Museu me queimou – Por Marcio Ramos

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Apesar de fazer parte de uma família, que não é adepta de visitas a museus, passei a gostar muito de fazê-las quando visitei a primeira vez na aos seis anos num passeio da escola o Museu Nacional do Rio, e  me senti muito triste quando vi as cenas do incêndio do Museu, pois me remeteu a minha infância.

Como morava no bairro do Maracanã e era só atravessar um viaduto a pé para chegar à entrada da Quinta da Boa Vista, após aquela primeira visita,  fiz isso muitas e muitas vezes, sempre que não estava fazendo nada eu ia a esse  museu, visitar esse espaço, não me cansava pois além de ser lindo, era de graça a visitação, então eu voltava sempre que podia, pena que  aqui no Brasil não temos uma cultura de visitação de museus.
Como adquiri esse hábito espontaneamente  na infância, sempre que posso em viagens, procuro deixar um tempo para conhecer algum museu local, quando há.

Quando vi o museu queimando, as cenas do incêndio, me deixaram  muito triste e ali senti queimando parte das lembranças de minha infância, mas também me senti privilegiado por ter tido a oportunidade de ter ido lá muitas vezes. Agora, só me resta guardar na  memória, tudo o que vi e vivi por lá, e sei que por pura falta de compromisso de nossos governantes, os nossos filhos e netos perderam uma grande ferramenta de conhecimento da nossa História e da história da  humanidade. Espero que preservem mais, o pouco que restou de nossa história em outros tantos museus e acervos abandonados em várias partes do nosso país.

 

Por Marcio Ramos Jornalista DRT 5202 BA Conselheiro ABI Conselheiro ANI

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