Estratégia da defesa consegue adiamento do julgamento do tenente Marcelo

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Adiado o julgamento do Tenente Marcelo de Andrade Souza, acusado de matar Hebert Menezes de Amorim Neto em uma festa no shopping Laguna em Alagoinhas em 12 de abril 2014 , recordem o fato ocorrido.

“Um tenente da Polícia Militar foi preso em flagrante acusado de matar um homem e balear outras três pessoas na madrugada deste sábado, 12, em Alagoinhas, no interior da Bahia. De acordo com testemunhas, o policial Marcelo Andrade de Souza, de 29, e a vítima, o industriário Hebert Menezes de Amorim Neto, 33, estavam em uma festa no Shopping Laguna, quando o crime aconteceu.

O tenente pegou um pedaço de carne de um prato na mesa da vítima e ele levantou para tirar satisfação. Em seguida, o policial atirou seis vezes no industriário com uma pistola 380, que está registrada em seu nome. Hebert não resistiu aos ferimentos e morreu no local.
Ao ver o fato, amigos e familiares de Hebert tentaram agredir o tenente, que atirou aleatoriamente, atingindo mais três pessoas. Os feridos estão internados no Hospital Dantas Bião, em Alagoinhas. O policial foi detido por populares e seguranças do evento e entregue a polícia.

De acordo com o delegado Glauco Vasconcelos, que responde interinamente pela 2ª Coordenadoria de Polícia do Interior (Coorpin), o tenente alegou legítima defesa. Ele disse que puxou a arma após perceber que três colegas da vítima estavam armados. O delegado disse que as testemunhas negam a versão do policial.
O tenente foi autuado por homicídio qualificado por motivo fútil e tentativa de homicídio. O policial ingressou na PM em 2008 e era lotado na 1ª CIPM, em Pernambués.”

Após quatro anos seria hoje o julgamento por júri popular do acusado, porém após tudo preparado surgiu um fato novo lançado pela defesa(advogados do réu) de que havia pedido junto ao superior tribunal de justiça preclusão da pronuncia das solicitações feitas de outros laudos junto aos autos, como o STJ ainda não se pronunciou, o ministério público achou por bem que o julgamento não ocorresse hoje mediante o risco da anulação do mesmo, podendo trazer mais sofrimento a família das vitimas e desgosto da população. Foi solicitado também pela defesa o desaforamento do julgamento(ser julgado em outro foro), o que foi veementemente negado pelo ministério publico. Ficando assim sem data prevista para esse Julgamento.

Por Gabriela Rêgo
Jornalista DRT 5334

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