Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla: com tema “Nada sobre nós sem nós”, sessão na Câmara reúne entidades e representantes da esfera pública municipal nesta terça-feira (21)

Publicidade 2
Foto: SECOM

Com o tema “Nada sobre nós sem nós”, a Semana da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla, que acontece todos os anos em diferentes municípios, contou hoje (21), em Alagoinhas, com uma abertura na Câmara de Vereadores. A proposta, em 2018, é promover as pessoas com deficiências intelectuais e múltiplas para que elas sejam as protagonistas dos seus direitos e deveres na sociedade, exigindo, das instâncias municipais, políticas públicas inclusivas.

“A intenção do nosso mandato é que se faça uma programação maior este ano, com as entidades. Hoje é o início dessa semana, com a audiência pública em um formato diferente, para que essas crianças e adolescentes com deficiência sejam protagonistas do evento. Não adianta debatermos sobre eles se eles não estiverem inseridos no processo. Então tivemos música, dança, samba de roda, capoeira e são eles que estão conduzindo a mesa, na roda de conversa, falando sobre as necessidades deles”, enfatizou o vereador Luciano Almeida, que participou da Comissão formada entre Fundação do Caminho, Associação de pais e amigos dos autistas de Alagoinhas (AMA), APAE, Pestalozzi, Pastoral do Menor, Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Secretaria Municipal de Educação (SEDUC) e Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS) para organizar a programação da Semana.

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Rosimeire da Silva Santos, ressaltou que a inclusão deve ser feita em todos os espaços e reafirmou a importância da iniciativa. “Enquanto Conselho, pensamos que precisávamos sensibilizar a comunidade, então convidamos as instituições e juntas pensamos na programação. Estamos aí para fazer parcerias e garantir o direito que eles têm na sociedade”, pontuou.

Foto: SECOM

A abertura desta terça-feira, que começou às 8h, contou com participação dos alunos e representantes das instituições municipais, que propuseram discussões sobre políticas públicas e aproveitaram o espaço para realizar apresentações. Foram performances de dança, música, capoeira e samba de roda que, pouco a pouco, ocuparam o espaço central da plenária na Câmara.

Quem também contribuiu com o debate foi Patrícia Teodolina, do “Projeto FAMA” (Fantástico Mundo Autista), que veio de Salvador para falar sobre a profissionalização de jovens autistas e a inserção de pessoas com deficiência no mercado de trabalho.

“Fortalecer coletivamente as práticas pedagógicas da escola é fundamental para que consigamos fazer valer inteligências múltiplas e não apenas o conhecimento pautado na educação formal”, comentou. Mãe de Rodrigo, ela falou sobre o autismo, citou grandes personalidades, como Stephen Hawking, Temple Grandin, Carly Fleischmann, Zhou Zhou e Alonzo Clemons, que se tornaram referência nas suas áreas de atuação, e enfatizou a necessidade de valorização das múltiplas formas de desenvolvimento. “É preciso sair do luto e partir para a luta”, disse às mães.
Participaram do evento o presidente da Câmara, Roberto Torres, o vereador Luciano Almeida, Luciano Sérgio, Duy do Frango, Tessa Sagot, subsecretária de Saúde do município, Keite Lima, coordenadora pedagógica da Secretaria de Educação e representantes da Comissão, além de membros e responsáveis pelas instituições.

Para Luciano Almeida, Alagoinhas tem avançado quando o assunto é inclusão. “Precisa de muito mais, mas Alagoinhas está se consolidando em um pioneirismo de implantação dessas políticas públicas. O secretário Fabrício Faro, por exemplo, tem tido a sensibilidade e a APAE hoje recebe transporte escolar para as pessoas com deficiência. Essa foi uma conquista da administração do prefeito Joaquim Neto, que também mandou um projeto de lei ano passado, a partir de uma provocação do nosso mandato, para que fosse doada uma área para ampliação da Pestalozzi. Precisa fazer mais? Precisa. Mas já há uma sensibilidade. Para você ter uma ideia, o Conselho da Pessoa com Deficiência foi instituído como lei em 2011 e só em 2017, através de uma provocação do nosso mandato, é que fomos, com algumas entidades, atrás do secretário de assistência social, Alfredo Menezes, e ele teve a sensibilidade de autorizar a composição do Conselho”, afirmou.

A Secretaria de Educação e a Secretaria de Assistência Social, diretamente envolvidas nas discussões sobre inclusão e acessibilidade, garantiram que o poder público não tem medido esforços para trazer novas formas de democratizar o acesso e de combater o preconceito em todas as esferas.

Confira a programação completa de 21 a 28 de agosto no município:

Deixe uma resposta