SAAE 53 ANOS: A dedicação do experiente operador de estação

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Uma rotina de trabalho que exige, acima de tudo, dedicação e disciplina. A cada sessenta minutos, durante os plantões de doze horas, o operador de estação de tratamento Geraldo José Rocha, 58 anos, repete rigorosamente o método: checagem da amostra de cloro, de flúor e verificação do nível do reservatório. Esse é o dia a dia de um dos servidores mais antigos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Alagoinhas.

Hoje um homem de cabelos grisalhos, Geraldo lembra que, ao longo dos seus trinta e sete anos de SAAE, desempenhou outras funções, atuando como eletricista e na equipe de manutenção, montando e desmontando poços.

As quase quatro décadas de instituição tornam a história profissional de Geraldo e a história do SAAE inseparáveis. Falar de uma é falar do outra. Ele próprio uma fonte histórica de extrema importância. Sobre a Cavada, por exemplo, explica que, “se hoje esta captação está estabelecida em Alagoinhas IV, houve um período, muito tempo atrás, que se tratava de um sistema provisório; todas as manhãs, a gente subia a serra para verificar o nível da água”.

Trabalhando doze horas – descansando 4h de 12h –, o equilíbrio emocional e a disposição para fazer o que precisa ser feito são essenciais. Contando com um outro colega operador no revezamento, “a companhia ajuda a passar o tempo e matar um pouco da solidão do lugar”. Os sacrifícios compensam. Foi com seu trabalho no SAAE que o operador criou seus filhos. Um deles, conta orgulhoso, hoje cursa uma universidade pública.

E apesar de toda sua experiência, Geraldo continua encarando sua função com a mesma seriedade do jovem iniciante. Afinal, a Captação da Cavada é responsável por 35% do abastecimento de toda Alagoinhas. “Isso aqui é uma responsabilidade muito grande, por isso procuro melhorar cada vez mais no meu trabalho, para não cometer erros”, afirma.

Com isso em mente, seja plantão diurno ou noturno, Geraldo sai de casa deixando sua própria família, refazendo mais uma vez seu caminho tão conhecido – até uma área cercada por vegetação, recuada do centro da cidade, longe da movimentação humana, do barulho dos motores dos automóveis – para, através de seu trabalho, contribuindo para a qualidade da água distribuída, cuidar de tantas outras famílias da cidade. E nisso consiste, sem dúvida, uma boa razão para sentir a felicidade de ser SAAE.

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