SAAE 53 anos: O difícil e belo trajeto do operador de máquinas

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Habilidosas, assim podem ser definidas as mãos de Marcelo Miranda Souza. Como professor de informática, ele as utilizava para digitar no teclado e clicar no mouse. Ainda criança, porém, sabia o que queria fazer quando crescesse: trabalhar sentado em outro tipo de cadeira, um pouco mais alto do nível do solo e mexendo com outro tipo de máquina, conduzindo o volante e as alavancas de máquinas de operação. Seu pai, hoje aposentado, era ele próprio um operador. O amor pela profissão uma herança de pai.

“Operador de máquinas e equipamentos do SAAE”, Marcelo pronuncia seu cargo com orgulho, sorriso de orelha a orelha, olhos brilhando. Mas, assim como a locomoção da retroescavadeira pelas ruas da cidade às vezes apresenta dificuldades, o percurso de Marcelo até chegar à autarquia não foi fácil. Ao acessar o edital, pensou: “É agora”. Decidido a passar no concurso, buscou se capacitar para a profissão dos seus sonhos.

Servidor mais recente, aprovado no concurso de 2012, Marcelo assumiu o cargo em abril deste ano. “Vou contar uma coisa”, diz num tom confidente e tímido. “Ao longo de seis anos, todos os dias eu olhava o site para verificar se havia sido chamado”. Quando passava pela frente da sede, no Largo da Independência, perguntava-se, ansioso, como seria estar do outro lado dos portões. Não ter sido chamado de imediato acabou sendo motivo de gratidão, porque assim Marcelo teve tempo para adquirir experiência. Aconteceu como tinha que acontecer, “pois cheguei com uma bagagem boa de conhecimento”.

Ainda se emociona ao lembrar da primeira vez que vestiu a farda do SAAE. Não esquece qual e onde foi seu primeiro serviço: ligação de rede na Praça Kennedy. Havia esperado por tanto tempo. E ali estava ele fazendo o que amava.

Logo acolhido pelos colegas, desde o início sentiu-se parte da família SAAE. A espera valeu a pena. Tem valido a pena diariamente. A criança que via o pai operar máquinas, o rapaz que passava os finais de semana e feriados aprendendo o funcionamento dos mecanismos, hoje é um homem que, com muita luta, alcançou seu objetivo. Não que vá se acomodar. Pretende crescer no e com o SAAE; já percebeu que “aqui há reconhecimento pelo trabalho”.

A logomarca e o nome do SAAE, estampados no bolso esquerdo da camisa, Marcelo toca como o torcedor apaixonado toca o escudo do time do coração. Em vez de estar entre quatro paredes, numa sala de aula, em frente ao computador, passa suas horas dentro da cabine da retroescavadeira, ao ar livre, e embora ali dentro não haja tanto espaço, não o trocaria por nada nesse mundo. Ao passar em frente à sede, já não precisa mais confabular: “Como será?”. Já sabe como é: “Muito melhor do que eu sonhei”.

 

ASCOM
Serviço Autônomo de Água e Esgoto – SAAE Alagoinhas

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