Julgamento do caso Gisele Cordeiro, tem definida a sentença de 30 anos de prisão para o réu, Vinicius dos Reis Pereira

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Réu se manteve de cabeça baixa e chorou durante júri

O tribunal do Fórum de Alagoinhas realizou nesta quinta-feira ( 12), o juri popular do assassino confesso Vinicius dos Reis Pereira, que no ano de 2012 matou por asfixia a comerciária Gisele Cordeiro Reis, que estava grávida de 5 meses do seu algoz, e tinha na época 25 anos.

Relembre o caso: A vitima Gisele mantinha um relacionamento amoroso, com o acusado, Vinicius, quando ao descobrir que estava grávida, começou a ser pressionada a fazer o aborto do feto, chegando ao ponto de ceder a ingerir medicamento abortivo, o qual apesar de causar um leve sangramento, não obteve exito na expulsão do feto, assim sendo Gisele resolveu contar sobre a gravidez a sua família que acolheu a notícia e lhe deu apoio.

Ela então informou a Vinicius que iria ter o bebe de qualquer forma mesmo sem o seu apoio, o réu que já ameaçava Gisele, continuou a pressiona la a ponto de tramar sua morte da seguinte forma: fingiu para vítima aceitar a gravidez, marcou um encontro para conversarem, sendo que pediu a ela que não contasse a ninguém, pegou ela no local combinado, levou para um motel as margens da BR 101, onde pediu a uma recepcionista um quarto dos fundos, chegando lá matou Gisele asfixiada, colocou o corpo na mala do carro, saiu do motel, foi encontrar duas namoras criando assim um álibi com Gisele ainda no bagageiro, após os encontros, voltou para casa dos pais onde vivia, aguardou os mesmos dormirem, colocou o carro na garagem, cavou uma cova rasa no quintal e enterrou a vítima.

O julgamento começou por volta das 9:30 da manhã e teve sua sentença lida às 23:30, mais de 12 horas depois do início.

O juri foi presidido pelo juiz Álvaro Marques de Freitas, teve como juradas 7 mulheres sorteadas, teve como promotor o advogado Gilbert dos Santos, e como defensor o advogado Walmir Assunção, que defendeu sua tese desde o início, em que o réu sofria de problemas psiquiátricos, e deveria ser condenado cumprir sua pena fazendo tratamento no HCT- Hospital de Custódia e tratamento em Salvador, tese essa derrubada pela defesa, que mostrou que o réu mantinha totalmente a sanidade mental, tanto pela fragilidade dos laudos apresentados, como também pela sua vida em si; locais em que trabalhou, profissão que exercia, ausência de qualquer indicio de doença psiquiátrica anterior ao fato ocorrido e comportamento sociável.

No julgamento foram ouvidos como testemunhas de acusação o pai da vítima, uma prima , uma amiga de trabalho de Gisele.
A promotoria pediu a condenação do réu em homicídio triplamente qualificado, aborto tentado, aborto consumado e ocultação de cadáver.

O réu foi condenado uma pena de 18 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, 2 anos por aborto tentado, 6 anos por aborto consumado e 4 anos por ocultação de cadáver, totalizando 30 anos de prisão em regime fechado.

Após veredito houve muita comoção das famílias de ambas as partes, satisfação da família de Gisele e da sociedade presente, e tristeza por parte da família do réu, após encerramento do julgamento o condenado foi reconduzido ao presídio de Feira de Santana para continuidade do cumprimento de sua pena.

por: Marcio M.G Ramos.

Radialista DRT 8838/DF

Conselheiro ABI- Associação Brasileira de Imprensa.

Delegado Regional Alagoinhas/BA ANI- Assoc.Nacional e Internacional Imprensa.

Membro da Comissão de Defesa da Liberdade de Imprensa, Expressão e Direitos Humanos

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