TCE/BA propõe moção de pesar pelo falecimento de Waldir Pires

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O plenário do Tribunal de Contas do Estado da Bahia (TCE/BA) propôs, na sessão ordinária desta terça-feira (26.06), uma moção de pesar pelo falecimento, no último dia 22 de junho, do professor, intelectual e ex-governador do Estado da Bahia Waldir Pires. A moção foi sugerida pelo conselheiro-corregedor da Corte de Contas, Inaldo da Paixão Santos Araújo, e acatada, à unanimidade, pelo presidente do TCE/BA, Gildásio Penedo Filho, e pelos demais conselheiros. Na oportunidade, foi feito um minuto de silêncio em respeito à memória de Waldir Pires.

 Leia o texto de homenagem lido pelo conselheiro-corregedor, Inaldo Araújo.

Moção de pesar pelo falecimento de Waldir Pires

Prezados conselheiros,

A Bahia perdeu, no último dia 22 de junho, um dos seus mais queridos
filhos. O professor Waldir Pires nos deixou após concluir uma trajetória
de vida política marcada pelos ideais de justiça e de liberdade. Sem
dúvida, um exemplo para as novas gerações. Em sua profícua
caminhada, Waldir Pires honrou a vida pública com coerência. A marca
da sua coragem esteve em grandes momentos da história do País: na
candidatura ao governo da Bahia, em 1962, na participação no governo
João Goulart, no golpe militar de 1964, no longo exílio no Uruguai e na
França, e na consolidação do MDB, a partir de 1979.
Todos esses episódios estão fielmente retratados na biografia Waldir
Pires, lançada recentemente pelo jornalista Emiliano José, cujas
entrevistas contaram com a valiosa colaboração do nosso assessor de
comunicação, jornalista Paixão Barbosa. É o relato fidedigno sobre um
homem que sempre viu a política como meio de transformação social.
Hoje em dia a bandeira de combate à corrupção está cada vez mais
hasteada neste país, mas lembro-me que, em 1987, quem primeiro
começou a levantá-la foi o governador Waldir Pires, que criou uma
comissão, constituída por auditores desta Casa e membros da
Procuradoria Geral do Estado para acompanhar as ações dos órgãos da
administração pública estadual, eventualmente adotadas para combater
tal flagelo.
Outra Passagem relavante para o controle público: foi ministro da
Secretaria Federal de Controle, atual CGU, quando essa Unidade de
Controle, de forma correta, deixou de estar vinculada ao Ministério da
Fazenda, passando a responder diretamente ao Presidente da República.
Como esquecer os famosos sorteios que celebravam os convênios entre
a União e os municípios para exames mais apurados?
Como admirador de jingles que sou, não posso deixar de lembrar aqui
um que ilustra a esperança nutrida pelo saudoso Waldir Pires, bem como
a sua visão de futuro, quando da campanha para governador da Bahia,
em 1986. O publicitário Walter Queiroz acertou em cheio ao dizer: “eu
quero ver um tempo novo, de crescer e construir”. Uma frase que até
hoje se mantém na memória do povo baiano. Por tudo isso, proponho
aqui, neste Plenário, uma moção de pesar ao professor Waldir Pires.
Inaldo da Paixão Santos Araújo

Conselheiro-corregedor do TCE/BA

Fonte: TCE

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