O Campo é de FUTEBOL ou é campo de GUERRA declarada ?

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O futebol é uma paixão nacional aonde sempre haverá um perdedor e um ganhador, mas não podemos perder a cabeça por simplesmente não sair vitorioso em uma partida.

Essa semana dia 07, na partida entre o Fluminense e Flamengo depois do fim de jogo entre as duas equipes que o time do Flamengo saiu vencedor o técnico de futebol Abel Braga, deu uma entrevista pós jogo e disse: “Houve um certo exagero em algumas jogadas”. De subestimar, por aí não é legal. Eu mesmo no primeiro tempo, quando tava 1 a 0, falei pro Barbieri: chama atenção. Porque o cara que está perdendo fica com o sangue quente. Daqui a pouco vem um cara e te quebra por algo que não tem necessidade.

Lá em Cuiabá nós ganhamos de quatro e em momento nenhum fizemos gracinha, nem ficamos com essa frescurinha, não teve brincandeira ou risadinhas. Vamos se colocar no lugar de quem perde. Espero que hoje a atitude de lá seja a mesma -, disse o técnico. E gosto de Abel Braga acho que foi um bom zagueiro de futebol e está sendo um bom técnico durante essa nova carreira, só não pode exagerar e apoiar a violência, porque o jogador do time adversário sabe fazer jogadas de efeitos, acho que se responde jogadas de efeitos com jogadas de efeitos também e não com violência. Pois, violência gera violência. E a federação, presidente de clube e a mídia devem fazer algo para que mude esse pensamento, para que os treinadores não incentivem seus jogadores à violência.

O comportamento do treinador acaba dando sinal verde para que seus atletas pratiquem cenas lamentáveis, perigosas e violentas em uma partida de futebol. Antes de cobrarmos de nós o que faremos para diminuir a violência no futebol, temos que cobrar o que deixamos de fazer. A ambição de vitórias a todo custo tem consequências gravíssimas. Não comentar e ficar calada a imprensa esportiva perante essa situação de incentivo a violência é deixar que semeiem o ódio.

E quando isso acontece, será tarde para só culpar o jogador de futebol. Portanto, Abel Braga foi infeliz em suas colocações , pois estamos em uma época de banir a violência nas arquibancadas e darmos exemplos e não em levar a violência para as quatros linhas do gramado.

Marcio Ramos / Jornalista DRT 5202 / Comentarista Esportivo da ABCD – Associação Baiana dos Cronistas Desportivos

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