Paralisação prejudica abastecimento em Alagoinhas

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Foto: Divulgação

Além da água e do pão por falta de acesso dos caminhoneiros à cidade, Alagoinhas pode sofrer com a ausência de outros gêneros importantes como medicamentos e produtos de supermercados.

Hoje o comércio registrou um movimento intenso nos supermercados. Eram os moradores procurando estocar alimentos fundamentais como pão, frutas, verduras e carnes, cujos estoques já estão se esgotando.

Algumas padarias passaram a manhã e tarde de hoje ligando para os fornecedores de farinha de trigo, mas sem sucesso. As principais BRs e BAs que cortam Alagoinhas estão fechadas pelos caminhoneiros, que podem decidir pelo fim da paralisação do movimento durante a madrugada ou não.

A proposta do governo de cortar a CIDE e diminuir o custo dos diesel em 10% ainda não agrada muito a categoria. O governo espera avançar com a reunião convocada para amanhã, 25, com os governadores, para que possam arcar com parte dos cortes no ICMS.

A média nacional do ICMS é de 16%, mas tem estados cobrando 20, 25 e até 30%, como é o caso da Bahia. O Estado adotou essa nova alíquota no final do Governo de Jaques Wagner através de um projeto aprovado na Assembleia Legislativa, muito criticado pela oposição da época.

Hoje à noite os últimos postos com combustível fecharam suas portas pouco mais de 9h da noite. Na rua do Catu, um posto da bandeira Petroserra só tinha álcool, mesmo assim a fila estava chegando próximo ao viaduto que dá acesso ao centro.

Nenhum posto de combustível da BR 101 tem nenhum tipo pra venda. Além da ausência dos produtos, alguns deles estão completamente tomados pelos caminhoneiros, que afirmam que só vão abrir as estradas depois que a maioria concordar com a proposta do governo.

O estoque de água mineral em Alagoinhas também é pequeno, pois as marcas mais vendidas vêm de outras cidades.

 

Por: Vanderley Soares 

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