TCM não conhece pedido de medida cautelar contra a prefeitura de Alagoinhas

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Foto: Reprodução

Na sessão desta quarta-feira (09/05), o Tribunal de Contas dos Municípios não conheceu pedido de medida cautelar interposto contra as prefeituras de Abaré, Alagoinhas, Antônio Gonçalves e outras, e contra escritórios de advocacia e advogados por elas contratados.

O pedido alegava supostas irregularidades na contratação de serviços para a defesa de interesses dos entes municipais em ações judiciais envolvendo o questionamento em torno do pagamento do Fundef pela União.

O denunciante, Bruno Romero Pedrosa Monteiro, representante da empresa Monteiro e Monteiro Advogados, questionou a regularidade da contratação direta dos escritórios de advocacia e de advogados, pela via da inexigibilidade de licitação, sob o argumento de que não estariam preenchidos os requisitos legalmente exigidos para a adoção da modalidade. E destacou o elevado risco de dano ao erário em função da possibilidade de pagamento de “diversos precatórios no atual exercício de 2018, tanto em nome da sociedade de advogados Caymmi, Dourado, Marques, Moreira e Costa Advogados Associados, quanto de seus sócios”.

O relator do processo, conselheiro Fernando Vita, ressaltou já existir, no âmbito do TCM, orientações e determinações específicas em torno do assunto tratado na denúncia, como as que são expressas na Resolução TCM nº 1346/16, inclusive no que diz respeito às contratações e pagamentos de honorários relacionados às ações judiciais envolvendo o Fundef, atual Fundeb.

Afirmou também que o denunciante não observou os requisitos essenciais para o conhecimento da denúncia, já que não indicou os gestores responsáveis pelas irregularidades indicadas, tampouco o exercício a que se referem, ou mesmo delimitou de modo claro a responsabilidade de cada um. Além disso, esclareceu não ser cabível a formação de litisconsórcio passivo entre municípios na via administrativa dos processos em curso perante o TCM, e que os escritórios de advocacia e os advogados indicados para compor o polo passivo não se sujeitam à jurisdição do TCM.

Fonte: TCM

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