É no mínimo intrigante, que após um mês da entrega oficial do Residencial Linha Verde, ainda haja moradores contemplados que não estão ocupando as residências.

Alguns moradores do local apontam que cerca de 100 (cem) casas estão desocupadas. Maria de Fátima, que tão logo recebeu a chave e está residindo no Linha Verde, mostra-se indignada e questiona se realmente tais pessoas são necessitadas. Inicialmente, os contemplados tem 30 dias para se mudarem, mas alguns até agora não apareceram. E os suplentes por que não são chamados, se os primeiros contemplados não valorizaram a conquista da casa própria? 

Quando se anda pelas ruas do residencial linha verde, o “Minha casa, minha vida” em Alagoinhas, tem-se até a impressão de que para muita gente o sonho da casa própria não era tão importante assim. Com 500 casas, o local tem centenas deles ainda vazios, apesar de existir fila para o programa na prefeitura.

— A minha mãe de criação é uma que está na fila. A casa dela, perto do Centro, é numa área de risco. É um lugar horrível, com becos que a gente não consegue nem passar. Ela só ouve que não tem mais casas, que tem que esperar. Mas aqui na minha quadra com 20 casas só tem 2 moradores, as demais casas estão todas vazias — diz a dona de casa Maria de Fátima, de 29 anos, fazendo referência a quadra H do residencial.

Segundo informações obtidas pela redação, o contemplado tem um prazo de no máximo 30 dias para ocupação de um imóvel após a assinatura de contrato. Após esse prazo, a Caixa pode solicitar da Prefeitura a retomada para chamamento de outra família da lista de espera.

Redação

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