Boca de Brasa número 6 está no ar com novas apimentadas na política local – Por Vanderley Soares

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O velho teste do sofá

Denúncia feita por um importante jornalista da cidade parece ter fundamento e merece uma atenção por parte do chefe do Palácio da Praça Graciliano de Freitas. O velho teste do sofá. Outras denúncias nos chegam e, pasmem, atingem pessoas da administração direta, com ar de bom moço e olhar angelical, acima de qualquer suspeita, lotado no CAM. O fato merece atenção da justiça e repulsa por parte dos servidores efetivos, pois, quem entrou via concurso público estudou, investiu e trabalha, merece respeito. Pela dignidade do serviço público, os autores, alguns de conhecimento público, deveriam sentar no sofá do prefeito e confessar seus delitos.

MCMV vai para o MP

O secretário de Assistência Social de Alagoinhas, Alfredo Menezes, vai ao Ministério Público denunciar uma coleção de anúncios de “vendo esta casa” feita por pessoas beneficiadas pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Os anúncios foram postados nas redes sociais, mas seus autores não estão na lista dos beneficiários. São terceiros que receberam a outorga de algum sorteado que trilhou na lista apenas para fazer do benefício um negócio. Isso já aconteceu no Conjunto Vila de São Pedro e até agora não deu em nada. Fala-se numa corretora, uma pessoa sem a credencial para tal atividade, agenciando a venda dos imóveis. Mais um fato grave a ser apurado pela administração que, espera-se, não fique apenas na esfera do MP, isso é caso de polícia.

Já tem carrão desfilando

O conjunto Linha Verde mal foi inaugurado e as suspeitas de beneficiários sem a necessidade de possuir tal imóvel já são grandes. Quem vai ao conjunto percebe a quantidade de carrões nas portas. O mesmo já acontece e faz tempo no Conjunto Vila de São Pedro, onde, além dos carrões, surgem as pequenas mansões, casas destinadas para pessoas que ganham o benefício do Bolsa Família, cadastrada no NIS, e que ganham pouco mais de R$ 150/mês. Como podem ampliar suas casas, botar carrões e pisos de primeira qualidade com apenas esse benefício? Me expliquem a tal mágica, pois a matemática é uma ciência exata.

Como não discordar dos critérios

Os critérios estabelecidos pelo Ministério das Cidades e seguidos pela Caixa, estão longe de ser uma resposta às reais necessidades sociais. Os bolsões de miséria estão na periferia. Mas, basta se inscrever, se cadastrar, provar que é beneficiário do Bolsa Família e se credenciar a tal benefício. Enquanto isso, trabalhadores que moram na periferia e que possuem seus barracos passam longe dos benefícios. Até no centro, próximo ao SAAE, tem uma favelinha, mas parece que o MCMV não passa por lá. Ou muda agora ou vai continuar sendo um programa político.

Sobre a SMTT

Os agentes de trânsito da SMTT diminuíram o uso do ar condicionado nos carros. Deve ter sido por orientação do diretor Luiz Fernando ou motivados pela mudança no tempo. Falta ir às ruas, orientar motoristas, pedestres, estudantes, motociclistas, ufaaaa, tem trabalho à bessa.

Ainda sobre a SMTT

Um desses carros novos da SMTT circula pela cidade com a placa de Belo Horizonte. Não se sabe porque, mas tá lá. Pela Lei, todo veículo que é usado numa cidade deve ser emplacado na cidade de seu proprietário. O imposto também deve ser pago na cidade, senão, o benefício do imposto desse veículo vai para a cidade da placa. Uma cervejaria da cidade usou durante muito tempo carros com placas de Curitiba, Belo Horizonte e Florianópolis. Será que elas têm alíquotas menores no IPVA ou é apenas um descuido?

Uma obra de alguns milhões de reais

Quem passa pela praça Ruy Barbosa, fechada em tapumes para a obra, e lê uma placa onde diz o valor a ser empreendido toma um espanto. US$ 11.500 (Onze milhões e quinhentos mil dólares). Esse é o valor total do empréstimo da CAF ao município de Alagoinhas, não o valor da obra da reforma da praça, que, segundo nota da Prefeitura, deve ficar em torno de R$ 2 milhões. Mas não fala o que será feito em detalhes. Até o final do fechamento dessa coluna tentamos falar com o prefeito Joaquim, mas ele não atende. A mesma placa se repete em todas as demais obras da CAF. Será que o convênio não segue as normas da Lei 8.666/93? ou é pergunta de leigo?

Uma em obra, outra abandonada

Enquanto a Praça Ruy Barbosa ganha quase R$ 2 milhões em obras, a Praça Mário Laert, que ficou conhecida como a Praça da Schin, está completamente abandonada. Construída com os recursos da já vendida Schincariol, momentos antes da transição para Brasil Kirin, hoje Heineken, a praça está com os bancos quebrados, o piso está se soltando – já fez várias vítimas -, e pra completar a empresa que vendeu o piso já não produz mais em Alagoinhas. Portanto, não deverá ser feira reposição, mas troca completa do piso. O alambrado da quadra está furado e a iluminação precária. Sem falar na fonte luminosa, um pedido da ex-secretária Sônia Fontes, para que simbolizasse a cidade, que alardeia aos quatro cantos ter a segunda melhor água do mundo. A fonte só durou seis meses. Hoje é um depósito de água, entulho e mosquito da dengue. Ninguém toma providência. Enquanto isso, R$ 2 milhões na Praça Ruy Barbosa.

É pra ficar de olho

A Prefeitura de Alagoinhas lançou edital para a contratação de empresa que vai promover obras de drenagem e pavimentação asfáltica no bairro Jambeiro ou Jambreiro como chamam. Uma das obras mais esperadas, fruto de inúmeras reuniões com a comunidade local. Só pra que não esqueçam, parte da obra de esgotamento já foi feito no Governo passado, não apenas ali, mas em outros muitos lugares. A Câmara de vereadores deve ficar de olho, pois pode haver licitação para uma obra pronta.

De olho na Secult

A Coluna Boca de Brasa aguarda para os próximos dias uma posição da Ascom da Secult sobre a quem pertence o antigo Matadouro Público, transformado num tal de Boi Encantado, que está em processo de licitação de número 009/2018 por parte da Prefeitura, publicado no DO do dia 27 de abril. O gestor do Centro de Cultura, Tárcio Mota, tem sido elegante em tratar do assunto, mas alega que apenas a Secult pode esclarecer o fato. Ele alega que no passado recente a Prefeitura chegou a pleitear o local, mas o convênio não foi celebrado. Para reformar o espaço a Prefeitura teria que pedir autorização de uso, como o fez com o Ginásio de Esportes, e dizer para a sociedade para que se destina. Tentamos mais uma vez falar com o prefeito Joaquim, mas ele não atendeu nossa ligação.

E por falar em ligação

A primeira dama Carla Reis deve estar fazendo um intensivo para a vida pública. Tem sido vista com frequência nos eventos públicos e até discursou na posse de Gustavo Carmo. Pode ser nomeada para uma das 20 secretarias da administração. O cargo mais comum à primeira dama é Assistência Social. Será que Alfredinho Menezes está na berlinda? Fique de olho Alfredo?

E por falar em ligação 2

Não entendemos o porquê da saída tão repentina do procurador do SAAE José Carlos Fiscina. Em texto enviado à Coluna Boca de Brasa ele não deixa claro quais hostilidades enfrentou e de quem partiu, mas a alegação é que era ligado ao ex-prefeito e, principalmente, à ex-secretária Sônia Fontes, a quem fez campanha abertamente. Elegante e um profissional de extrema qualidade, José Carlos não deveria ter enfrentado tal hostilidade, afinal, quantas pessoas ligadas ao ex-prefeito estão na gestão? Sua indicação ao cargo foi do amigo de infância Gustavo Carmo, a quem chama de Guga. Ele agradeceu à hospitalidade da gestora Gal e dos servidores do SAAE durante os nove dias que esteve na autarquia e disse que vai ficar na torcida por uma gestão de sucesso do prefeito da cidade.

 

Vanderley Soares

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