Presidente do PHS pede exoneração de cargo na prefeitura e ameaça romper com Neto

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Foto: Divulgação

O presidente do PHS na Bahia, Júnior Muniz, está em vias de romper as relações do partido com a base do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Um passo para isso já foi dado. Em entrevista, ele afirmou que pediu exoneração do cargo comissionado que ocupa como assessor especial do gabinete do vice-prefeito Bruno Reis (DEM).

Justamente para, caso resolva acabar com o matrimônio político, o emprego não acabe criando “interferência”. E o que motivou a crise, segundo Muniz, são as pressões da base do prefeito para que o PHS participe do chapão nas eleições proporcionais.

O dirigente estadual da sigla não aceita. E avisou: caso as pressões continuem, não vai pestanejar em ingressar na base do governador Rui Costa, com quem mantém boas relações e conversas.

“Eu não dependo deles pra nada [Neto e Bruno Reis. Não devo nada a eles. Eles devem a mim. Fiz muito pela eleição dos dois em 2016, apostei no projeto. Não vou suportar pressão de ninguém. Alguns deputados de Rui, secretários têm me procurado. Eu coordenei uma campanha de Wagner, trabalhei com o deputado Caetano.

Quando fui para a base de Neto, deixei as portas abertas”, afirmou. Apesar de exaltar sua amizade com o vice-prefeito e seus predicados, apostando até nele para ser prefeito de Salvador em 2020, Muniz também não poupou Bruno. “Bruno não manda no PHS. O presidente é Júnior Muniz. Esse é o recado”, enfatizou.

De acordo com ele, não é interessante que o PHS faça parte do chapão, porque, sem coligar, o partido tem perspectiva de eleger nas próximas eleições dois deputados federais e dois estaduais. Em uma aliança com diversos partidos, as chances disso acontecer cairiam muito.

“A gente apenas faria escada para o chapão. Não queremos isso”, bradou, ponderando que a sigla apenas poderia participar de chapinha, com legendas menores. 

Fonte: BN

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