Boca de Brasa número 5 está no ar com novas e mais apimentadas na política local – Por Vanderley Soares

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  • Uma gestão longe da unanimidade

A célebre frase do escritor Nelson Rodrigues, a de que toda unanimidade é burra, não se encaixa muito bem quando o assunto é administração pública. Há unanimidade, unidade, consenso, respaldo e resposta ao prefeito Joaquim Neto quando o assunto é ação de seu secretariado? Ele começou com a onda de uma reunião por semana, passou a quinzenal, virou mensal, semestral, e agora, em 2018, aconteceu a primeira, até por conta das mudanças na máquina administrativa e de algumas coisas que não estavam ou ainda não estão nos trilhos. Há desafetos, insatisfeitos, mas há também os tranquilões, aqueles cujas engrenagens estão de vento em popa. Não se sabe se a administração de sua pasta vai bem. O povo diz que não.

  • Mãos pela cabeça

Alguns comentam que o prefeito é muito tranquilo, moderado e, às vezes, paciente demais com secretários que não correspondem às expectativas. As queixas se avolumam contra o secretário de obras, André, por desconhecer a cidade, não ter a pegada que se esperava e por ser tranquilo demais. Quero ver quando secar a fonte dos recursos da CAF e das emendas federais, como o Governo vai trabalhar.

  • Ainda sobre obras

Conversando com o secretário de Agricultura, Geraldo Almeida, ele nos informa que as melhorias da avenida Lourival Batista não dependem da Semag, mas da Secretaria de Obras. Enquanto isso, todos assistem ao caos. Já alertamos há mais de dez anos sobre um possível desabamento daquela área, que é a cobertura do rio Catu, e não uma extensão da feira. Será que é tão difícil assim. Basta lançar um edital de obras que a Campbell ganha. Depois disso é realocar os feirantes para a Central.

  • A Central não tem espaço

A Central de Abastecimento de Alagoinhas continua tão feia e suja quanto antes. Entra governo, sai governo e nada, apenas tapa buracos aqui, telha acolá, só isso. É pouco para um espaço que abriga quase 5 mil trabalhadores. O secretário Geraldo Almeida nos passou uma lista de ações, mas insuficiente. São ações de reparos, mas essa administração não pode ficar tapando buracos, fazendo remendos, tem que agir. Transformar a Central em superintendência, gerar receita própria, tratá-la como uma grande empresa, criar um gerenciamento moderno, dotar de infraestruturas que qualquer cidade com 5 mil habitantes tem. Posto de saúde, segurança, estacionamento, monitoramento digital e, principalmente cara de central. Do jeito que está parece mais uma favela.

  • Ainda sobre a Central

Outro espaço feio, sujo e cujo odor exala a 500 metros é o local destinado aos animais. Pássaros, patos, marrecos, porcos, cavalos, burros, vende-se de tudo por ali. Pássaros, inclusive, sem a observância da lei, cuja ação da polícia volta e meia leva milhares deles.

  • Mais saúde

Ao invés de construir um hospital novo, o prefeito Joaquim Neto deveria construir uma nova maternidade, pois a atual (velha), já não comporta a demanda regional. Ainda na área da saúde é preciso construir uma unidade de zoonoses. O secretário e o prefeito sabem que saúde deve ser preventiva. Há um grande número de animais soltos pela cidade. Será que são vacinados, castrados e alimentados? E as doenças que eles transmitem, principalmente a leishmaniose visceral, doença infectocontagiosa grave e que pode levar à morte? Em Feira de Santana já teve um surto, portanto, não é difícil que Alagoinhas não possa ser acometida de tal infecção. Na Câmara Municipal, o vereador Luciano Sérgio já apresentou emenda nesse sentido e ainda conseguiu uma emenda federal através do deputado federal Jorge Solla. Foi perdida por desuso. Insista Luciano, sua proposição está no caminho certo. Se é pra concorrer com o governador – que está concluindo a obra da Policlínica -, é melhor chamar ACM Neto pra governar.

  • Correligionários apostam em explosão de votos

Os correligionários do ex-prefeito Paulo Cezar Simões apostam que ele deve obter uma votação expressiva em Alagoinhas. E apostam que vão ter votos de pessoas que estão no atual Governo e que, no passado recente, se abrigaram ao ninho do ex-prefeito. A insatisfação aos desabrigados do Governo também é grande. Muita gente apostava em cargos, mas, alertam os mais íntimos, esse controle é feito por Queiroz, cujo apelido já está escrito em sua testa, é com o chefe. E de vai em vai as pessoas vão deixando o ninho do prefeito e os votos que ele somaria ao seu pupilo certamente serão minguados. Não vejo um dirigente público falar com alegria que vai vestir a camisa. Isso é sucessão estadual, imagina quando a sucessão municipal bater à porta? Alguns 60 amigos que indiquei para votar certamente vão querer distância de Joaquim Neto, disse um deles, depois de não ter seus pleitos atendidos depois de inúmeras carreatas, caminhadas e até ter que suportar Igor Kanário.

  • Vai nadar de braçada

Os R$ 32 milhões citados como herança maldita deixada pelo ex-prefeito ao atual parece que desapareceu do mapa. Ninguém fala mais nada a respeito. Os tribunais aprovam as contas do ex-gestor e as coisas vão trilhando seu caminho. É o dinheiro público daqui sendo tratado como é tratado em Brasília. Chega, some e ninguém fala mais no assunto. São R$ 32 milhões, dariam pra construir 16 escolas, 15 creches, duas centrais de abastecimento, 8 praças e 20 parques infantis. Se o dinheiro for bem aplicado, claro. E mais. Na primeira gestão do ex-prefeito houve denúncia de todos os lados. Até as pedras portuguesas sumiram. Parte de madeira foi parar numa fazenda. Beneficiária do bolsa família como empresária faturamento horrores na prefeitura. Superfaturamento de obras. SAAE com mais de R$ 14 milhões em dívidas. Será que seu mandato não serviu pra nada Radiovaldo Costa? Pois fizeste centenas de denúncias e não houve julgamento favorável ao povo em nenhuma delas. PC 10 X 0 Povo.

  • Apoiar a Pastoral é apoiar a juventude

Tramita na Secretaria da Educação do Município um projeto da Pastoral do Menor de reabrir parte do sítio às margens da BR 101. O secretário Fabrício Faro vê com bons olhos, a Pastoral aguarda com ansiedade e as crianças e adolescentes agradecem. É inadmissível que numa cidade com 12 fábricas de grande e médio portes ninguém chega junto pra patrocinar. Ah, deve ser porque apoiar a educação vai tirar os jovens do vício da cerveja e dos péssimos refrigerantes da Goob. Apoio essa iniciativa e acredito em sua aprovação.

  • Sobre o Atlético de novo

Já abordamos aqui esse assunto, mas pra não cair no esquecimento, é bom para a transparência pública da administração do prefeito Joaquim Neto dizer como é feito o apoio ao Atlético. Um site fala em gastos de R$ 200 mil. E esse valor não vem de iogurte, de churrasco nem de ônibus. O presidente Queiroz trata o clube como um feudo, ninguém liga e a coisa vai seguindo seu caminho. É Alagoinhas, uma republiqueta onde os maiores absurdos são normais.

  • Pra não dizer que não falei das flores

Alagoinhas já tem nove candidatos a deputado declarados. Cada dia surge um novo. A continuar nesse ritmo, vai ter mais candidato do que eleitor. É muito cacique pra pouco índio. E é cada candidatura que pelo amor de Deus. Me salve Juscelio Carmo, pare o mundo que eu quero descer.

Por Vanderley Soares

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