Marcelo Nilo filia-se ao PSB de olho na Câmara Federal

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Foto: Divulgação

Após breve passagem pelo PSL, o deputado estadual, Marcelo Nilo, ex-presidente do Legislativo baiano por 10 anos consecutivos (2007-2016), abriu a temporada do troca-troca de legenda previsto na chamada janela partidária, e assinou nesta segunda-feira, 12, sua filiação ao PSB, da senadora Lídice da Mata, levando consigo o secretário de Administração Penitenciária e Ressocialização, Nestor Duarte e seu genro, Marcelo Veiga, o Marcelinho, atual diretor de administração corporativa da Embasa, que será candidato a deputado estadual. Nilo sairá candidato a deputado federal.

Em evento na Assembleia Legislativa, nesta segunda, que contou com a participação do governador Rui Costa (PT), o secretário de Desenvolvimento Econômico e ex-governador, Jaques Wagner (PT), de quem é amigo pessoal, José Carlos Araújo, presidente do PR, diversos prefeitos e deputados, além de Lídice e Domingos Leonelli, Nilo fez discurso defendendo que a ex-prefeita de Salvador ocupe uma das vagas ao Senado da chapa do governador. Enfatizou o fato de que uma mulher na chapa é importante.

Nilo aproveitou para provocar: defendeu que o atual presidente do Legislativo, Ângelo Coronel (PSD) seja candidato a vice-governador na chapa de Rui. Sabe-se que o PSD de Coronel pleiteia, na verdade, o Senado, mas o comentário atinge, principalmente o vice-governador João Leão, do PP, partido que também pleiteia a manutenção do espaço na chapa.

Musculatura

Ao entrar no PSB, Marcelo Nilo também leva sua musculatura eleitoral ao partido. Nas eleições de 2014 Nilo foi o deputado estadual mais votado com 150 mil votos em 104 municípios. Trinta e seis prefeitos o apoiam hoje, diz o próprio. 

Marcelo Nilo foi o grande aliado do ex-governador Jaques Wagner durante seus dois mandatos. Tentou com afinco emplacar seu nome na chapa nas eleições de 2010 e de 2014, perdendo a batalha para o PP, de JoãoLeão e o PSD, do senador Otto Alencar.

Com seu modo de fazer política acabou sendo cinco vezes eleito presidente da Assembleia Legislativa. Nesse ínterim teve atritos do PDT com o presidente da legenda, Felix Mendonça. Deixou a sigla e filiou-se ao PSL, que chegou a presidir. Mas, com a filiação do pré-candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro, à legenda, Nilo anunciou sua saída. Agora, encontrou abrigo no PSB.

No início de 2017 colocou candidatura para o sexto mandato na Assembleia Legislativa mas acabou retirando seu nome na véspera da votação em plenário quando viu os pares que o apoiavam fechando com o colega Ângelo Coronel. Decidiu, após o episódio, que sairia candidato a deputado federal.

Fonte: A Tarde

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