Wagner diz que afirmações da PF são infundadas e nega ter recebido propina

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O ex-governador Jaques Wagner afirmou nesta segunda-feira (26) que as afirmações dos delegados da Polícia Federal durante a operação Cartão Vermelho não têm fundamento. Ele negou ter recebido propina das empresas que fizeram as obras da Arena Fonte Nova.

Wagner também questionou a informação de que a obra foi superfaturada, ao afirmar que a Fonte Nova foi uma das arenas mais baratas dentre as construídas no Brasil para a Copa do Mundo de 2014. Acompanhado de seus advogados, o atual secretário estadual de Desenvolvimento Econômico ainda questionou o fato de a operação ter ocorrido em ano eleitoral, quando o nome dele é apontado como plano B do PT para a disputa pela Presidência da República caso o ex-presidente Lula seja impedido.

“Nunca recebi nem pedi propina. Não peço nem autorizo ninguém a pedir. Assim foi na Fonte Nova. A Polícia Federal está comprando a versão de que houve superfaturamento. Em PPP [Parceria Público-Privada] não existe superfaturamento. Contratamos a PPP para construção e gestão da Fonte Nova; os valores estão entre os mais baixos. Há inclusive pronunciamento do TCU. Espero que o inquérito se encerre, que teremos direito de nos defender”, complementou.

O secretário de Desenvolvimento Econômico diz que tem colaborado com as investigações e classificou a operação de busca e apreensão como desnecessária.

“Vou aguardar o final desse processo e vou me defender com tranquilidade. A Polícia Federal está dando credibilidade a réus confessos. Levaram celulares, iPad, computador que estava no escritório e escritura pública da chácara que tenho em Andaraí [região da Chapada Diamantina]. Levaram relógios. Ela diz que são luxuosos. Espero que mande periciar. A maioria é simples. A equipe saiu da minha casa 8h30 e 10h ela já fazia essa afirmação de que eram luxuosos sem ter mandado periciar”, ressaltou.

Defesa

Os advogados do ex-governador afirmaram que somente poderão definir uma estratégia de defesa quando tiverem acesso à integralidade do inquérito. Eles disseram que Wagner sempre se colocou à disposição da Justiça e questionaram a competência da Polícia Federal para apurar o caso, uma vez que os recursos envolvidos são estaduais.

“Todas  as verbas que passaram pelo estado estão sob o controle do TCE. há um processo ainda não concluído (no TCE). Não há razão de direito para que este inquérito esteja sob a competência da Polícia Federal. A verba era estadual, não havia participação da União, que não era sócia. A PF é atraída quando há interesse da União”, disse Pablo Domingues.

Thiago Campos afirmou que espera, agora, ter acesso ao inquérito. “Os mandados sequer vieram  acompanhados da íntegra da decisão judicial que delimitava os seus contornos e o  limite da ação da autoridade policial. Por mais que seja um processo de apuração inicial, precisamos, enquanto parte, ter acesso integral para seber o quê e de quê iremos defendê-lo. Quando prestou depoimento, ele sequer constava como investigado”, ponderou.

Eles ainda ressaltaram que a decisão judicial que autoriza a busca e apreensão determinava o sigilo da operação. “Ficamos abismados como nos acostumamos, no brasil, com o descumprimento reiterado do sigilo”, disse Campos.

Domingues questionou, ainda, qual o fato novo para justificar a medida de busca e apreensão. “Não há  sentido jurídico para que agora se submeta a ele uma entrega de documentos da  forma que foi. Se espanta que, em um inquérito iniciado em 2013, cinco anos depois haja necessidade de uma medida cautelar no direito, de urgência, como essa”. 

Fonte: BNews

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