Conheça as 10 praias mais ‘sujas’ da Bahia

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Foto: Marina Silva/CORREIO

Não está fácil: não são apenas as praias de Armação e Patamares que se destacam com as frequentes indicações de ‘impróprias’ para banho. Na verdade, elas acumulam resultados negativos nos últimos anos, mas sequer estão entre as três primeiras colocadas no ranking das praias com histórico de mais ‘sujas’ do estado. 

Para ser considerada imprópria, uma amostra de 100 ml de água coletada na beira da praia precisa ter mais do que mil bactérias Escherichia coli – esses resultados são divulgados semanalmente pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e referem-se à chamada balneabilidade das praias. 

A pedido do CORREIO, a Escola de Dados analisou mais de 1,4 mil boletins divulgados semanalmente pelo órgão, desde 2007. Através desses dados, foi possível chegar à lita das 10 praias com piores históricos do estado.Há para todos os gostos: embora as de Salvador dominem a lista, há balneários no Litoral Sul e no Litoral Norte da Bahia.

1. Boca do Rio
Se alguém é a recordista – em medições impróprias – no estado, é a praia da Boca do Rio. Ela teve o pior resultado entre todas as analisadas: de 372 boletins de balneabilidade, desde 2007, 98,1% indicaram que era imprópria para banho. Não tem uma indicação positiva desde 2008. 

De acordo com o diretor de Águas do Inema, Eduardo Topázio, a qualidade é diretamente influenciada pela desembocadura do Rio das Pedras, que, segundo ele, é ‘extremamente poluído’. 

2. Pedra Furada
Entre 2010 e 2014, não teve uma medição que a indicou como própria. Em 2015, foram apenas sete. Em 2016, 12. Em 2017, 8. Este ano, em janeiro, foi finalmente avaliada como própria. Segundo Topázio, a balneabilidade sofria pelas construções dentro mar. 

3. Penha“Toda aquela ocupação da Baía de Todos os Santos aconteceu sem planejamento no século XX. Na Pedra Furada, a Embasa tem feito um investimento em uma área com problema crítico. Ela tem feito um trabalho importante que é de interceptação na rede de drenagem é fluvial”. 

As medições começaram em 2007 e, de lá para cá, foram 61 semanas como ‘própria’. Em todas as outras 306, esteve imprópria.

4. Armação
Desde 2014, só teve quatro medições próprias, de 215 realizadas. Nos boletins de 2007, 2008 e 2009 aparece como própria. 

5. Abaeté 
Com coletas realizadas desde 2013, a lagoa só esteve própria em pouco mais de 20% das semanas.

6. Marciano (Ilhéus)
De 2011 para cá, fora, 170 medições impróprias – ou seja, mais de 78% do total de coletas. O problema lá é o mesmo que acontece com as praias que têm alguma foz de rio em Salvador. 

Para Eduardo Topázio, do Inema, o caso da cidade é ‘crônico’. “Tem um rio totalmente sem saneamento e havia um problema na área central da cidade. Lá, havia uma situação na estação elevatória que foi contornada, mas alguns rios passam praticamente dentro da praia”. 

7. Patamares
Desde 2014, foram 10 medições próprias, das 215 realizadas. Todas em 2007, 2008 e 2009 deram próprias.

8. Malhado (Ilhéus)
Desde 2011, só esteve própria em 23% das semanas. Segundo o Inema, os rios da cidade são poluídos. “Na parte mais nova da cidade, existe muita ocupação irregular e é onde mais tem esse problema. Todas as invasões que são feitas não têm esgoto”, diz Eduardo Topázio. 

9. Periperi
De 2007 para cá, foram mais de 74% de semanas com resutado impróprio para banho.

10. Buraquinho (Lauro de Freitas)
Analisada desde 2014, a praia esteve imprópria em 142 semanas. Nas outras 48, a medição indicou ‘própria’.

Fonte: Correio 24 Horas

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