Após séculos, Igreja do Bonfim abre visitação à torre nesta sexta

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Do alto da Igreja do Bonfim é possível ter uma vista privilegiada de Salvador. Da torre do templo dá para ver a praia da Penha, na Península Itapagipana, e grande parte da Baía de Todos os Santos chegando à transição entre as cidades Baixa e Alta, no Comércio. De outro ângulo, dá para ver o Subúrbio Ferroviário e, do outro, a torre com os sinos da basílica. É como se o Senhor do Bonfim abençoasse e vigiasse toda a cidade. 

A torre direita da Basílica Santuário Senhor do Bonfim é mais um dos tesouros escondidos na Colina Sagrada e estará disponível para visitação, pela primeira vez desde que o local foi fundado, há 264 anos, a partir desta sexta-feira (16). O espaço será mais uma das atrações do Museu Rubens Freire de Carvalho de Tourinho, conhecido como Museu dos Ex-Votos, que foi reconfigurado para melhorar a comunicação do seu acervo. Cerca de 300 peças foram retiradas para permitir uma melhor apreciação das suas obras. 

A visita às torres de santuários são comuns na Europa, como por exemplo na Catedral de Notre Dame, em Paris. Esta foi uma das motivações para abrir o espaço ao público, segundo conta o juiz da Irmandade da Devoção do Senhor Bom Jesus do Bonfim, Francisco José Pitanga. A entidade é a responsável por manter e administrar a Igreja do Bonfim. 

“A irmandade juntamente conosco vem se empenhando em dinamizar e oferecer todo o potencial que tem a Igreja do Bonfim. Em valorizar e divulgar e fazer com que as pessoas venham ao Bonfim e encontrem novidades a partir daquilo que a própria Igreja oferece”, destacou o padre Edson Menezes, reitor da basílica. 

Foto: Divulgação

Promessas
Para quem não sabe o que são ex-votos, a museóloga responsável pela reconfiguração do espaço, Genivalda Cândido, dá uma explicação bastante simples.

Na Igreja do Bonfim, há uma sala somente para eles, em que pessoas enviam fotos, convites de formatura e partes do corpo em cera. O museu fica logo ao lado.

“Os fiéis, como expressão de reconhecimento, levavam um objeto que representasse a graça alcançada. Se eu conseguisse uma casa, levava uma maquete. Quando um milagre é uma cura, é uma parte do corpo que é levada”, aponta o reitor. 

A própria Igreja do Bonfim é um ex-voto. Sua construção, finalizada em 1754, é resultado de uma graça alcançada pelo capitão de mar e guerra da Marinha portuguesa Theodózio Rodrigues de Faria, que prometeu durante uma tempestade que se sobrevivesse traria para o Brasil as imagens de Nossa Senhora da Guia e do Senhor do Bonfim. 

O que hoje é o museu, antes era uma sala de milagres, e guarda algumas das ofertas mais especiais. O espaço, que conta com dois cômodos, mais os três pavimentos da torre, traz as mais diversas e marcantes representações do sentimento de gratidão dos católicos. “Aqui é possível ver a evolução dessas manifestações, desde o seu começo, em madeira, até as de metal e as telas dos Riscadores de Milagres”, explica a museóloga Genivalda Cândida. 

Fonte: Correio da Bahia

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