Voluntários recuperam e devolvem à natureza cerca de 20 aves de rapina em Alagoinhas

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Foto: Roberto Fonseca / SECOM

“Bom caminho é liberdade, bom caminho não é prisão…”, dois voluntários compactuam desta máxima cantada pelo grupo Cidade Negra; André de Paula – Falcoeiro há 10 anos e Fernando Lima – Biólogo recém-formado. Ambos dedicam seu tempo na recuperação de aves de rapina capturadas nas áreas urbanas do município de Alagoinhas e logo que em condições favoráveis devolvem os animais ao seu habitat natural – às correntes de ventos livres do céu das regiões de savanas, campos, borda de matas e áreas urbanas, onde geralmente são encontradas no Brasil e em países da América desde o Canadá ao Peru.

Em 10 anos de trabalho voluntário André já recebeu diversas aves em sua própria casa, “eu disponibilizo meu tempo para isso por amor, sempre que alguém encontra uma ave encaminha para mim, eu prontamente faço um documento de recebimento e em seguida procuro a SEDEA [Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente] e depois vou ao Inema [Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos], daí trado os animais feridos, ofereço alimentação adequada até quando estão totalmente recuperados e aptos para voltar à natureza”, explica o falcoeiro.

Entre 2017 e 2018 foram pelo menos 20 aves de rapina recuperadas em Alagoinhas entre as espécies, Falcões Quiriquiri ou Falco sparverius – como são conhecidos cientificamente e o Gavião Pega-pinto ou Rupornis Magnirostris – para os mais íntimos. Estes foram soltos na manhã desta terça-feira após processo de recuperação. “Estas duas espécies de falcões e gaviões são bastante comuns em áreas urbanas devido às condições favoráveis do clima e de caça, principalmente na América do Sul”, explica Fernando Lima, biólogo.

Foto: Roberto Fonseca / SECOM

Os Quiriquiris são encontrados desde o Alasca, norte do Canadá até o extremo sul da América do Sul medindo entre 21 e 31 centímetros com 80 a 165 gramas, já os Pega-pinto são vistos no norte do México (América Central) até a Argentina, Peru e Brasil pesando entre 206 a 290 gramas (machos) e 257 a 350 (fêmeas), medindo 33 a 41 centímetros.

“Temos quatro meses tratando destas três aves que foram soltas hoje, mas temos também uma coruja que ainda não pode ser solta devido a necessidade maior de recuperação. Temos também uma ave baleada e que perdeu os dedos, por isso iremos levá-la ao Inema para que seja cuidada em cativeiro”, conta André.

De acordo com os voluntários o trabalho conta com o apoio da SEDEA, “a equipe da secretaria realiza a captura dos animais em situações de cativeiro ilegal ou quando encontrados machucados e trazem aos nossos cuidados. Essa parceria é importante. Estamos pleiteado uma parceria maior com o órgão para nos auxiliar também com a alimentação dos animais e remédios porque nós arcamos com todos os custos sozinhos e agora encontramos abertura nessa gestão para ampliar nosso trabalho”, afirma Fernando.

O secretário da pasta defendeu a preservação do meio ambiente como sua prioridade assim que assumiu a gestão da SEDEA, “lembro que minha primeira fala como secretário foi o empenho na preservação do meio ambiente e estamos aos poucos arrumando as arestas e dando suporte para a equipe realizar seu trabalho. Temos muitos desafios pela frente, mas um time competente e motivado, além da sorte de parceiros magníficos como estes rapazes. A secretaria está pensando em projetos de educação ambiental, de plantão para atender as chamadas da população e claro está aberta a parcerias sérias que colaborem com a conservação das espécies e do equilíbrio da natureza”, diz José Edésio.

Secom – PMA

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