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Trabalhadores reagem contra venda dos polos de Miranga e Buracica

Os trabalhadores do campo de Miranga, realizaram na manhã desta terça-feira, 29/08, no município de Pojuca, na Bahia, uma paralisação em repúdio à reinclusão dos polos de Miranga e Buracica no rol dos ativos a serem vendidos pela Petrobrás.

Eles decidiram pela realização de outras paralisações contra a venda dos dois polos e se mostraram revoltados com o desmonte que vem sendo realizado na Bahia com o objetivo de privatizar o Sistema Petrobrás.

Miranga, com nove concessões (Miranga, Fazenda Onça, Riacho São Pedro, Jacuípe, Rio Pipiri, Biriba,Miranga Norte, Apariús e Sussuarana), é um dos polos mais lucrativos da Bahia, com baixo custo de extração por barril, em função da sua grande atividade na exploração e produção de gás natural.

Já o polo de Buracica, com sete concessões (Buracica, fazenda Panelas, Fazenda Matinha, Conceição, Quererá, Fazenda santa Rosa e Lagoa Branca), está localizado no município de Alagoinhas, tem quase 70 anos de atividade e continua dando lucro operacional. 

De acordo com o diretor da FUP e do Sindipetro Bahia, Leonardo Urpia, “dos 100 trabalhadores próprios lotados em Miranga, hoje restam apenas 26 e dos 400 terceirizados, ficaram menos de 200. No último ano, dezenas de funcionários foram transferidos para outras unidades e muitos saíram através do PIDV”.  Para ele o objetivo é claro, “terceirizar as atividades da operação e enxugar o quadro de funcionários para entregar os campos à iniciativa privada”.

Na ânsia de vender tudo, “a direção da empresa passou por cima da lei, terceirizando as atividades fins em Buracica e Miranga e ainda descumpriu o ACT e as normas de segurança e meio ambiente do trabalho, ao não realizar estudos prévios de efetivo e transferir os trabalhadores para outras unidades de forma indiscriminada”, denuncia, Urpia.

Segundo o diretor do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, “o fato da Petrobrás retomar as vendas dos campos terrestres nos estados do Rio Grande do Norte e Bahia deixou os trabalhadores próprios e terceirizados bastante apreensivos, principalmente neste momento em que o governo golpista de Temer comunica a privatização de outras estatais como a Eletrobrás”.

Mas Radiovaldo adianta que haverá reação através de paralisações nesses campos, envolvendo as comunidades vizinhas, “que também serão muito prejudicadas com as vendas dos campos terrestres”.  Para ele “há aspectos de ilegalidade nessas privatizações e a Petrobrás está atropelando a legislação vigente”. Ele afirmou que a FUP e o Sindipetro Bahia vão contestar na justiça as privatizações, que “atentam contra os interesses do povo brasileiro”.

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