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Alagoinhas | Bancos suspendem atendimento devido à greve dos vigilantes na Bahia

agência bancaria em alagoinhasA greve dos vigilantes da Bahia, iniciada nesta quarta-feira (24), afeta o atendimento nas agências bancárias de Salvador e de cidades do interior do estado. Muitos bancos fecharam mais cedo e outros sequer abriram as portas, segundo informações passadas pelo Sindicato dos Bancários da Bahia.

Conforme o presidente do sindicato, Augusto Vasconcelos, quase 100% das unidades localizadas no centro da capital baiana, no bairro do Comércio e na região da Avenida Tancredo Neves estão com as atividades suspensas. Ele disse que uma das únicas agências que abriram foi a do Bradesco da Avenida Sete de Setembro.

No bairro do Garcia, agências bancárias visitadas pelo G1, à tarde, estavam sem funcionar ou operando parcialmente. Em uma unidade do Bradesco, uma funcionária informou que nenhum serviço envolvendo transação com dinheiro estava funcionamento. Uma agência do Itaú do local, também visitada pela reportagem, estava sem operar.

No interior, as agências bancárias das cidades de Alagoinhas, Barreiras e Luís Eduardo Magalhães, na região oeste, não abriram nesta quara-feira. Os clientes que procuraram as unidades só encontraram os caixas eletrônicos funcionando. Em Feira de Santana, a 100 km da capital baiana, os atendimentos bancários também foram suspensos. Apenas os caixas eletrônicos funcionaram.

Em Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, os bancos funcionam normalmente. Já em Juazeiro, na região norte, as agências da Caixa não abriram, enquanto as unidades privadas tiveram funcionamento normal.

Impasse

De acordo com o Sindicato dos Empregados de Empresas de Segurança e Vigilância do Estado (Sindivigilantes), a principal reivindicação da categoria é o reajuste salarial de 15%. Cerca de 32 mil vigilantes atuam em todo o estado. Os trabalhadores fizeram oito rodadas de negociação com o Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp), mas ainda não houve um acordo.

Enquando o impasse não é resolvido e os vigilantes não voltarem às atividades, a recomendação do Sindicato dos Bancários da Bahia é que as agências permaneçam fechadas.

“Sem segurança, as agências não podem abrir. O Sindicato dos Bancários fez notificação para o Ministério Público Federal, para o Ministério Público do Trabalho, para a Polícia Militar e para a Polícia Federa para que fiscalizem se alguma agência bancária da Bahia está aberta sem a presença de vigilantes, o que contraria normas de segurança para funcionamento das unidades”, destacou.

Conforme Vasconcelos, nesta quarta, alguns vigilantes chegaram a ir para os bancos para trabalhar, mas foram convencidos pelo sidicato da categoria a suspenderem as atividades. Depois, disso, as agências que chegaram a abrir as portas hoje suspenderam o atendimento.

“Em algumas agências, os funcionários chegaram, viram a presença dos vigilantes e hoiuve abertura normal. No entanto, depois da paralisação dos vigilantes, as unidades foram fechadas. Outras, nem chegaram a abrir hoje. Outras, mesmo com a greve, continuaram funcionando por descumprimento, colocando em risco a segurança de funcionários e clientes. Estamos denunciando essas agências”, destacou.

“O funcionamento das unidades nos próximos dias vai depender muito do sindicato dos vigilantes. Enquanto não houver segurança, as agências não devem funcionar, por questão de preservação da segurança de bancários e clientes”, concluiu o presidente do sindicato dos bancários.

Protesto

Em Salvador, houve manifestação de viligantes pela manhã no bairro de Nazaré. Os manifestantes fecharam a via na Joana Angélica, sentido Campo da Pólvora, e o trânsito ficou congestionado na região, conforme informações da Superintedência de Trânsito de Salvador (Transalvador).

De acordo com Jefferson Fernandes, secretário de Comunicação do sindicato, o grupo caminhou em direção às agências bancárias do Centro. “Estamos tirando os vigilantes dos bancos para que eles se juntem a nós”, disse.

Conforme Jeferson, a categoria, que tem cerca de 32 mil vigilantes, passou por oito rodadas de negociação com o Sindicato das Empresas de Segurança Privada (Sindesp), sendo as últimas quatro mediadas pela Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).

“Tem 120 dias que o sindicato tenta negociar e não temos um acordo. Eles [os patrões] querem dar o reajuste de 1%. Nós reduzimos nosso pedido para 7% e ainda assim não houve acerto. Cumprimos todos os requisitos que a lei pede para a deflagração da greve e hoje estamos aqui, parando as atividades”, explicou Jefferson. Segundo ele, a categoria parou em diversas partes do estado, como Itaberaba, Itabuna, Bom Jesus da Lapa, Feira de Santanda e Eunápolis.

O G1 entrou em contato com Lauro Santana, presidente do Sindesp, mas não conseguiu retorno. No entanto, o órgão disponibilizou no site uma nota que informa que o Sindesp procurou “de todas as formas o entendimento com o Sindvigilantes, Sindmetropolitano e Sviitabuna, sem sucesso, devido a intransigência de seus representantes que se recusam a reconhecer a necessidade do vigilante executar horas extras, de forma voluntária”.

  As informações são do G1 – BA

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