Já não se faz mais políticos como antigamente | Belmiro Deusdete

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BELMIRO DEUSDETE

Dizem que quem vive de passado é museu. Não é bem assim.
É importante que se analise e preserve o passado para alterar os rumos do presente, dentro do que for necessário.
Aqui em Alagoinhas, lembro perfeitamente do prefeito José Azi (1959/1963) vistoriando as obras de calçamento no centro da cidade.
Ele reprovava a colocação de paralelepípedos e exigia a reparação do serviço.
Era o verdadeiro fiscal das obras.
Naquele tempo não havia licitação, instrumento pernicioso que serviu para aumentar o custo das obras e brotar o esquema ilícito ou de má fé criado para obter ganhos pessoais, chamado carinhosamente de fraude.
José Azi pechinchava os melhores preços em material, obras e serviços, em nome da prefeitura que representava, na época em que os recursos públicos eram irrisórios.
Seu “salário” era simbólico, muitas vezes dividido com servidores que estavam muito longe de serem chamados de marajás.
Vereador era apenas um membro do colegiado representativo da população, encarregado de fazer as leis e fiscalizar o prefeito.
Simples assim.
Nada mais do que isso.
Vereador não tinha salário, pomposamente denominado de subsídio, nem um monte de penduricalhos, aspones, etc.
Isso é coisa de 1974 para cá.
O exercício da política era um ato de servir à comunidade em nome da população.
Não era emprego para muitos e encosto para a grande maioria, como se vê nos dias de hoje.
É triste constatar que o dinheiro destruiu a dignidade dos homens públicos.

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